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Seminário no GEYP: Allan Kardec, O Apóstolo da Verdade



Travessa Coelho Gomes, casa 6. Icaraí, Niterói - RJ

“EU ESTOU CONVOSCO, E MEU APÓSTOLO VOS ENSINA.

Bebei na fonte viva do amor, e preparai-vos, cativos da vida, para um dia vos lançardes, livres e felizes, no seio daquele que vos criou frágeis, para vos tornar perfectíveis, e deseja que modeleis, vós mesmos, a vossa própria argila, a fim de serdes os artesãos da vossa imortalidade.” O Evangelho Segundo O Espiritismo, cap. VI, item 6.



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ATOS dos Apóstolo (cap. 16:16-8): a cura de uma jovem pitonisa




ATOS DOS APÓSTOLOS – CAPÍTULO 16 - Prisão de Paulo e Silas
16 Certo dia, quando íamos para o lugar de oração, veio ao nosso encontro uma jovem escrava que tinha um espírito de adivinhação (literal: um espírito pitônico); ela obtinha para seus amos muito lucro, por seus oráculos.
17 Começou a seguir-nos, a Paulo e a nós, clamando: "Estes homens são servos do Deus altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação". 18 Isto ela o fez por vários dias.
Fatigado com aquilo, Paulo voltou-se para o espírito, dizendo: "Em nome de Jesus Cristo, eu te ordeno que te retires dela!" E na mesma hora o espírito saiu.
19 Vendo seus amos que findara a esperança de seus lucros, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram à ágora, à presença dos magistrados. 20 Apresentando-os aos estrategos, disseram: "Estes homens estão perturbando nossa cidade. São judeus, 21e propagam costumes que não nos é lícito acolher nem praticar, pois somos romanos".


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Artigo: "MOSTRAI-ME UM DENÁRIO "

 
MOSTRAI-ME UM DENÁRIO
 
Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano V, n 53, agosto de 2013, p. 15.
 
Autor Fabiano Pereira Nunes
 
"Mostrai-me um denário. De quem traz a imagem e a inscrição?" Responderam: "De César". Ele disse então: "Devolvei, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus a Deus". JESUS (Lucas 20: 25-5)
 
Para insignes estudiosos a notável comunicabilidade de Jesus se constitui numa das mais atraentes matérias de pesquisas. Professor carismático, Seus ensinos atravessaram os séculos com espantosa aplicabilidade e pragmatismo. E dentre os recursos que Jesus - com genialidade – aplicara, a arte de contar histórias se nos destaca em importância.
 
Através de belas e simples parábolas, Jesus discutia os problemas cotidianos da vida na Judeia, sempre adequando o diálogo ao nível sócio-cultural dos ouvintes, para que fossem muito bem apreendidas, e dessa forma o Mestre - de forma apaixonante - desenvolvia as inteligências nas artes de pensar e de viver, e ao mesmo tempo, desveladava as Leis Morais que o espiritismo possibilitou a integral compreensão.
 
O impacto das parábolas na alma desses ouvintes foi tão significativo que essas histórias foram recordadas com sutilezas e precisão de informações mais de seis décadas depois, no período em que os Evangelhos começaram a ser escritos.
 
Allan Kardec, codinome do notável cientista e pedagogo francês H L D Rivail, que recebeu do próprio Espírito da Verdade a missão de promover o advento do Consolador na Terra, elucida que “para se compreender melhor algumas passagens dos Evangelhos é necessário conhecer o valor de certas palavras, que neles são empregadas frequentemente e que caracterizam a situação da sociedade judaica e dos costumes naquela época. Essas palavras, não tendo mais, para nós, o mesmo sentido, muitas vezes foram mal interpretadas e, por isso mesmo, criaram muitas dúvidas. A compreensão do seu significado explica, além disso, o verdadeiro sentido de certas máximas que, à primeira vista, parecem estranhas”.(1)
 
Nesse sentido se faz oportuno conhecer alguns dos dinheiros da época histórica de Jesus, com o fito de bem entender o sentido de algumas mensagens ensinadas por parábolas. (2)
 
DENÁRIO: moeda romana de prata, seria a unidade básica de pagamento romano por um dia de trabalho. Teria dado origem a palavra “dinheiro”. Citada na “Parábola dos trabalhadores da vinha” (Mateus 20:1-2) — “Porque o Reino dos Céus é semelhante a um pai de família que saiu de manhã cedo para contratar trabalhadores para a sua vinha. Depois de combinar com os trabalhadores um denário por dia, mandou-os para a vinha”.
 
DRACMA: moeda grega de prata, cujo valor seria equivalente a 1 denário. É o caso da “dracma perdida” (Lucas 15:8) — “Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas e perder uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la?”.
 
CEITIL ou ASSE: moeda romana de cobre, cujo valor seria equivalente a 1/16 do denário. Citada em “A nova justiça é superior à antiga” (Mateus 5:26) — “Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
 
QUADRANTE: Moeda romana de cobre, cujo valor equivaleria a 1/64 do denário. Aparece em “A Esmola da Viúva Pobre” (Marcos 12:42) — “Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante”.
 
ESTÁTER: moeda grega de prata, cujo valor equivaleria a 4 denários. Citada em “O tributo para o Templo pago por Jesus e por Pedro” (Mateus 17:27) — “Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar e joga o anzol. O primeiro peixe que subir, segura-o e abre-lhe a boca. Acharás aí um estáter. Pega-o e entrega-o a eles por mim e por ti".
 
MINA: peça grega de ouro, cujo valor seria equivalente a 100 denários. Narrada na célebre “Parábola das dez Minas” (Lucas 19:13) — “Chamando dez de seus servos, deu-lhes dez minas e disse-lhes: 'Fazei-as render até que eu volte”.
 
TALENTO: peça em barra de ouro, cujo valor equivaleria a 6.000 denários. Consagrada na “Parábola dos talentos” (Mateus 25:14-15) — “Pois será como um homem que, viajando para o estrangeiro, chamou os seus próprios servos e entregou-lhes os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um de acordo com a sua capacidade”.
 
Essas breves pinceladas são alguns exemplos que nos auxiliam a formar o quadro da importância de estudarmos os costumes e o caráter dos povos do tempo de Jesus, pelo muito que influem sobre o conhecimento particular de seus idiomas, haja vista que sem essas informações nos escapará o sentido verdadeiro de certos ensinos de Jesus.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
(1)                      KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2010. Introdução, item III. p. 32.
(2)                      A Bíblia Sagrada, Edição Comemorativa. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. 2ª edição. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. Auxílios para o leitor, p. 38-9.

"Quem foi Madalena?" - Estudo Espírita e Histórico com Fabiano Nunes


A "Maria Madalena Histórica" foi a discípula e apóstola de Jesus, cuja liderança poderosa foi combatida e rivalizada por muitas comunidades paleocristãs. Não existem referências históricas e evangélicas ligando a mulher que ungiu os pés de Jesus, na casa de Simão Fariseu, e Madalena. Contudo, no ano de 591, o PAPA GREGÓRIO MAGNO I impõe uma versão sobre Maria Madalena: ele a transforma em prostituta arrependida. Não obstante inexistir qualquer tipo de sustentação bíblica para isso Gregório Magno reuniu, como se fosse uma só história, dois diferentes relatos lucanos (Lc 7:36-50, 8:2).

Assista ao estudo "Quem foi Madalena?", com Fabiano Nunes.

E depois, dê continuidade às reflexões, assistindo ao seguinte documentário:


Palestra no Grupo Espírita F. Francisco de Assis - 3 de agosto 2013

Não vim destruir a Lei: Jesus e Moisés estariam em antagonismo?

Bíblia de Jerusalém - Evangelho segundo Mateus

 5 O cumprimento da Lei — (17)Não penseis que vim revogar a Lei e os Profetas. Não vim revogá-los, mas dar-lhes pleno cumprimento, 18porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja realizado. 19Aquele, portanto, que violar um só desses menores mandamentos e ensinar os homens a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus. Aquele, porém, que os praticar e os ensinar, esse será chamado grande no Reino dos Céus.

Sefer Matitiyahu

5 17 Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para torná-los plenos.

Para baixar os slides apresentados nessa palestra clique AQUI NESTE LINK

E para fazer o download desse estudo CLIQUE AQUI

Para entender Allan Kardec, discípulo de Pestalozzi



Cinebiografia do educador suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746 - 1827), um dos pioneiros da pedagogia moderna. Selecionado para o Festival de Cinema de Berlim, este drama tem como destaque a grande atuação do consagrado Gian Maria Volontè (A Classe Operária vai ao Paraíso) no papel-título. Edição Especial com vários vídeos extras sobre o legado de Pestalozzi e sua importância como educador do filósofo francês Allan Kardec (1804-1869), o Codificador da Doutrina Espírita. O filme focaliza um período crítico no desenvolvimento das teorias educacionais de Pestalozzi, quando o educador dirigia um internato para crianças pobres de um vilarejo na parte francesa da Suíça.

FILHOS REBELDES (AUTOR FABIANO PEREIRA NUNES)




FILHOS REBELDES (AUTOR FABIANO PEREIRA NUNES)
 
Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRTA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, junho de 2013.
 
O desafio da corrigenda dos filhos desajustados sempre se apresentou como preocupação para os progenitores, desde a antiguidade.
 
Na cultura Judaica ancestral a questão, do mesmo modo, causava notáveis apreensões. Observaremos no quinto livro do Torá, o Deuteronômio - que segundo a tradição judaico-cristã foi promulgado pelo profeta Moisés no fim da jornada Hebreia no deserto - uma prescrição legal deliberando a punição dos filhos inobedientes e corrompidos.
 
Assim determinava a Lei Mosaica (1):
“Se alguém tiver um filho rebelde e indócil, que não obedece ao pai e à mãe e não os ouve mesmo quando o corrigem, o pai e a mãe o pegarão e levarão aos anciãos da cidade, à porta do lugar, e dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e indócil, não nos obedece, é devasso e beberrão." E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Deste modo extirparás o mal do teu meio, e todo Israel ouvirá e ficará com medo”.
 
Nada obstante a inequívoca posição de Jesus como membro da Sociedade Judaica de Seu tempo, os mais notáveis pesquisadores, das modernas ciências históricas, no-Lo tem apresentado como um contestador e renovador das leis Judias. Sobre isso Allan Kardec, o Apóstolo fiel e incansável de O Espírito de Verdade, desde há largo tempo já havia, brilhantemente, aclarado a questão:
 
“Há duas partes distintas na lei mosaica: a lei de Deus, promulgada sobre o Monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar estabelecida por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, modifica-se com o passar do tempo. A Lei de Deus está formulada nos dez mandamentos [...] [...] Essa lei é de todos os tempos e de todos os países e, por isso mesmo, tem um caráter divino. Todas as outras são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a conter, pelo temor, um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha que combater os abusos e os preconceitos enraizados, adquiridos durante a escravidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis ele teve que lhes atribuir uma origem divina, assim como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos”. (2)
 
“A moral ensinada por Moisés era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos a quem ela estava destinada a regenerar. Esses povos, semi-selvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus sem a realização de holocaustos, nem que fosse preciso perdoar a um inimigo”. (3)
 
“Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, Ele (Jesus), ao contrário, as modificou profundamente, quer na substancia, quer na forma. Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, por mais radical reforma não podia fazê-las passar, do que as reduzindo a esta única prescrição: ‘Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo’, e acrescentando: aí estão a lei toda e os profetas”. (4)
 
Por conseguinte, face às luzes oferecidas pelas ciências e pelo Codificador do Espiritismo, torna-se melhor compreensível não apenas a prescrição mosaica que diz respeito ao corretivo dos filhos desregrados, como também os ensinos de Jesus que, audaciosamente, refutam a Torá. Revolucionando o conceito de se apedrejar até a morte os filhos ignominiosos, Jesus promoveu uma nova abordagem, combinando disciplina com compaixão, autoridade com comiseração, inconivência com piedade.
 
Nesse sentido, com o fito de criar imagens mentais com exemplos inconfundíveis, O Mestre contou histórias com cores muito vivas, narrando parábolas inesquecíveis, como as três “Parábolas da Misericórdia” (5), cuja culminância é a Parábola do Filho Perdido e do Filho Fiel, ou do Filho Pródigo, onde o pai de família não é conivente com o erro, no entanto, recebe o filho sinceramente arrependido com o mais comovente amor paternal.
 
Por essa razão urge não nos esquecermos, também, da nossa condição de filhos rebeldes do Criador, que igualmente precisam dos corretivos das provas e expiações, através das vidas sucessivas, anelando as conquistas morais que logram o encontro com as bênçãos do Doador da Vida.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
1. ANTIGO TESTAMENTO. Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Deuteronômio, cap. 21, ver. 18-21, p. 284.
2.       KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2010. Cap. I, item 2. p. 51-3.
3.       Idem. Ibidem. Cap. I, item 9.  p. 57.
4.       Idem. Ibidem. Cap. I, item 3.  p. 53.
5. NOVO TESTAMENTO. Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Evangelho segundo Lucas, cap. 15, ver. 1-32, p. 1816-7. 
 
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ENCICLOPÉDIA DA BÍBLIA, organizada por John Drane


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Gostaria de recomendar a excelente Enciclopédia da Bíblia, organizada por John Drane, que poderá ser encontrada nas grandes livrarias, como as Livraria Saraiva e da Travessa, por exemplo.

No entanto, vocês poderão Consultar e ler a Enciclopédia da Bíblia aqui mesmo no blog!

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Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


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