TRANSLATE THIS HOMEPAGE TO YOUR LANGUAGE

CONHECENDO O DINHEIRO DO NOVO TESTAMENTO

O VALOR DAS MOEDAS NO NOVO TESTAMENTO

Dentre os recursos pedagógicos que Jesus - com genial inteligência - aplicava, um se nos afigura de ímpar importância: as parábolas.

Através de histórias belas e simples, sempre situadas no contexto sócio-cultural dos ouvintes para que fossem muito bem compreendidas, Jesus conduzia as mentes e os corações - de forma apaixonante - nas artes de pensar e de viver, enquanto, concomitantemente, desvelava as Leis do Criador para todas as gerações de aprendizes, ao longo dos séculos.

O impacto dessas parábolas na alma desses ouvintes foi tão significativo que, mesmo mais de seis décadas depois, no período em que os Evangelhos teriam sido escritos, foram recordadas com sutilezas e precisão de informações.

Porquanto, faz-se oportuno conhecer os meios de pagamento da época histórica de Jesus, com o fito de melhor apreender o sentido da mensagem ensinada pelo Sublime Rabi.

Denário (Mateus 22:19): era uma moeda romana de prata, sendo a unidade básica de pagamento romano por um dia de trabalho. Deu origem a palavra “dinheiro”.

Dracma (“Parábola da Dracma Perdida”, Lucas 15): moeda grega de prata, cujo valor era equivalente a 1 denário.

Ceitil (“Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o derradeiro ceitil”, Lucas 12:59): Moeda romana de cobre, cujo valor era equivalente a 1/16 do denário.

Quadrante (“A Esmola da Viúva Pobre”, Marcos 12:42): Moeda romana de cobre, cujo valor equivalia a 1/64 do denário.

Estáter (“vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter”, Mateus 17:27): Moeda grega de prata, cujo valor equivalia a 4 denários.

Mina (“Parábola das dez Minas”, Lucas 19): peça grega de ouro, cujo valor era equivalente a 100 denários.

Talento (“Parábola dos Talentos”, Mateus 25): peça em barra de ouro, cujo valor era equivalente a 6.000 denários.

Consentâneo, nos próximos trabalhos prosseguiremos nos estudos acerca do contexto social, cultural e político do período histórico em que viveu Jesus.

Votos de paz, do seu amigo Fabiano Nunes

***

TRANSPARÊNCIA

ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CULTURA ESPÍRITA - ICEB, ANO I, N. 4, JULHO DE 2009

TRANSPARÊNCIA
Vivemos um período ímpar da história, em que o mundo moderno demanda altos padrões de honestidade, nas relações interpessoais e profissionais.

Nada obstante, habitualmente assumimos posturas que ocultam nossos verdadeiros sentimentos e intenções, com o fito de preservamos nosso ego de frustrações e sofrimentos, gerando-nos insatisfações e conflitos íntimos.

Em outras situações, dissimulamos sentimentos pusilânimes ou venais, laborando com malícia e maquiavelismo, em face das imperfeições morais que ainda conservamos.

As naturais consequencias de tais procedimentos serão, sempre, a dor, o sofrimento ou a doença, poderosas ferramentas que a Lei de Deus – misericordiosamente – aplica para a correção do nosso caráter.

Como sempre, em Jesus - o Cristo de Deus - aprendemos o mais elevado padrão de comportamento.

Jesus, de forma inaudita, é o Modelo e Guia da perfeita transparência de sentimentos, desvelando ao homem a mais inequívoca demonstração sobre como viver livre da aparência enganadora.

Revelaram-nos os Benfeitores Espirituais, especialmente pela psicografia de Chico Xavier, que os sentimentos de Jesus eram de uma clareza tão diamantina que facilmente se fazia possível compreender Sua mensagem, não somente através do sorriso largo e amistoso com que acolhia todos que O procuravam, como também pelo olhar afável e leal que pousava sobre os que O encontraram.

Sem dissimulação ou hipocrisia, falava com franqueza e bondade.

Conforme percebemos em João (capítulo 6, Versículos 66 e 67), muito dos discípulos e seguidores que O acompanhavam desistiram do Evangelho: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele”. No entanto, em uma atitude de imensuráveis transparência e lisura, Jesus voltou-se para Os Doze Apóstolos, questionando-os, “à queima roupa”:

“Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?”

Raramente na história alguém procedeu com seus amigos com tanta diafaneidade de caráter.

Observemos, igualmente, a postura de Jesus em relação à admoestação acirrada dos Doutores da Lei da Judéia, as principais autoridades religiosas e judiciárias da época.

Malgrado Jesus fosse fiel e devotado cumpridor das Leis, romanas e hebraicas, essas autoridades estavam sempre presentes em Suas pregações, buscando encontrar provas que O incriminassem como subversivo e traidor.

Quem foram esses prelados? Foram eles:

Os fariseus, cuja etimologia significa os “separados”, os “distinguidos”, ou os “abalizados”. Essa seita judaica fazia uma interpretação das Escrituras ao pé da letra, por isso, se perdiam em regras, práticas exteriores e normas que acabavam fazendo-os esquecer a essência do Judaísmo, que é o amor.

Os Escribas, aqueles que escreviam a Lei, e faziam a interpretação para o povo, portanto, dela eram profundos conhecedores. Todo fariseu era um escriba, mas nem todo escriba era fariseu.

Os Saduceus, que constituíam a elite do povo e da classe sacerdotal, os quais costumavam ocupar o cargo de Sumo Sacerdote, na época de Jesus. Acreditavam em Deus e nos Profetas, mas não criam na imortalidade da alma.

O apóstolo João, também narra no capítulo 8, versículo 46, do seu evangelho, que Jesus encontrava-se sob o açodar das criticas desses Doutores da Lei.

De todas as maneiras, buscavam colocar Jesus em contradição, ou mesmo em oposição, às Leis Judaicas – conquanto – o discurso de Jesus transcendia em inteligência, ao ponto de emudecê-los, em razão de Suas argumentações desconcertantes.

A inteligência de Suas exposições só era superada pela vida reta e incorruptível que transluzia para todo o povo. Foi por essa razão que, no aludido capítulo de João, Jesus argúi aos Doutores:

- “Quem dentre vós me convence de pecado?”

A tradução dessa expressão de linguagem tem por significado interrogar quem – dentre todos os presentes – poderia apontar uma única situação na vida de Jesus que pudesse criticada, ou pelo menos apontar alguma atitude, palavra ou pensamento, que pudesse ser qualificada como “pecaminosa” ou equivocada. Inolvidável cristalinidade de sentimentos e ações.

Dessa forma, apresentou ao mundo o mais singelo – e imitável - modelo de como viver mantendo elevados padrões de honestidade e integridade, de como agir conforme os ditames da consciência e - sobretudo – de como pensar, sentir, falar e obrar numa extraordinária combinação de transparência e bonomia.

Sigamo-lo, pois!

Até o nosso próximo “Encontro com Jesus”. Um abraço fraternal do seu amigo Fabiano P Nunes.

***

INCLUSÃO SOCIAL

ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA CULTURA ESPÍRITA - ICEB, ANO I, N. 8, NOVEMBRO DE 2009

INCLUSÃO SOCIAL

A Inclusão Social é uma importante política que combate a exclusão dos desfavorecidos, usualmente, grupos sob risco social como idosos, minorias étnicas, e especialmente, os portadores de deficiências físicas ou mentais, oferecendo-lhes oportunidades de também participarem dos direitos e deveres de forma justa e igualitária.

Outrossim, a exclusão social tem profunda correlação com o preconceito e a discriminação.

No nosso país, o pensamento da inclusão social orientou o Estado na elaboração de políticas e leis voltadas ao atendimento das necessidades especiais de deficientes, somente, nos últimos 50 anos.

Infelizmente, o preconceito ainda permeia as relações da nossa sociedade, constituindo desafio para todos os cidadãos. A problemática, não obstante, remonta a antiguidade, estando presente nas diversas civilizações da história.

Na tradição do povo hebreu, ao tempo de Jesus, existia grande carga de preconceito para com portadores de doenças e males, pois acreditava se tratar de uma punição de Deus pelos pecados, ou pelo de seus antepassados.

Acrescentava-se a isso a idéia da proibição de se tocar em determinadas pessoas enfermas, os chamados “imundos”. Essas práticas ocorriam em decorrência da interpretação equivocada das leis Mosaicas, sobretudo do livro Levítico.

A consequência natural desse pensamento eram a discriminação e a exclusão social dos hebreus que estivessem nas condições que os tornassem “imundos”, e de modo especial, por haverem sido apenados por Deus.

Como sempre, em Jesus aprenderemos o mais elevado padrão de conduta.

Ninguém, como ele, apresentou ao mundo tão belo exemplo sobre como tratar aos necessitados de toda ordem, superando os abismos do prejulgamento, operando de forma a reinseri-los no trabalho e na alegria da vida comunitária, independente do contexto que se lhes afigurasse.

E, especificamente, no procedimento para com os “imundos”, e as demais vítimas do enjeitamento e da segregação, nos ofereceu a sublime lição de respeito e compaixão para com os marginalizados da sociedade.

Um dos belos exemplos da preocupação do Mestre Incomparável com os excluídos é descrito nos Evangelhos.

Em determinado sábado1, Jesus entrara numa sinagoga, e enquanto ensinava observara haver um homem apartado do grupo. Ele possuía a mão – direita1 – mirrada (atrofiada).

Sobre esse processo patológico, o insígne professor Carlos Oswaldo Degrazia2, em seu admirável artigo publicado no Jornal do Conselho Federal de Medicina, alegou acreditar tratar-se de uma gangrena seca, causada pela diminuição contínua e prolongada da circulação sanguínea na mão do enfermo bíblico, levando à “mumificação” dessa mão.

Tal processo, no entanto, poderia ser revertido em determinadas condições, com o consequente restabelecimento do fluxo nos vasos sanguíneos obstruídos.

Escribas e fariseus observavam o Alegre Rabi, a fim de obterem provas de suas transgressões à Lei Mosaica, visto que - na interpretação dessas seitas judaicas - tais leis proibiriam os trabalhos de cura no Sabbat, dia que deveria ser dedicado ao repouso e à adoração do Senhor.

Conquanto, Jesus promovera incontáveis curas no Sabbat, com o fito de ensinar a real exegese do Torah, onde a mais sublime forma de consagrar a Deus um dia da semana é vivê-lo com amor e compaixão, na plenitude da caridade, porquanto, afirmara que “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” 3.

Por essa razão, auscultando o pensamento dos escribas e fariseus, em um ato de formidável comiseração, convida o homem da mão atrofiada para que supere a si mesmo, e ingresse no círculo dos que comungavam com Deus na sinagoga, dizendo:

– “levanta-te e fica de pé no meio de todos”1.

O homem ergueu-se, avançou para um lugar de destaque, muito próximo ao Mestre do Amor, ouvindo Sua voz reconfortante a dizer-lhe:

- “Estende a Mão”1.

Aquele homem era um dos intocáveis, um excluído, todavia, agora estava interposto nos seus direitos como um Filho de Abraão, e mais ainda, integrante do grupo, ilimitável, de amigos do Messias de Israel.

Ao apresentar a mão atrofiada ao Médium de Deus, Dele recebera o toque afetuoso e a energia prodigiosa, voltando a ter sua mão direita perfeitamente normal, como a esquerda4.

Eis mais um dos inesquecíveis ensinos do Rabboni (significa Mestre Superior) de Deus!

Apreendamos com Ele, pois, a inolvidável lição para uma vida livre dos corrosivos preconceitos, laborando na coletividade pela reinserção dos enjeitados nos seus direitos fundamentais, sobretudo, daqueles que estão em situação de risco social.

Meditemos nisso! Um abraço do seu amigo Fabiano P Nunes

Referências Bibliográficas

1. LUCAS, O Evangelho Segundo. O Novo Testamento, in: Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Lucas, cap. 6, vers. 6 - 11, p. 1798.

2. DEGRAZIA, Carlos O. O homem da mão seca. Jornal do Conselho Federal de Medicina, n. 152, Dezembro de 2004/ Janeiro 2005.

3. MARCOS, O Evangelho Segundo. O Novo Testamento, in: Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Marcos, cap. 2, vers. 27, p. 1762.

4. MARCOS, O Evangelho Segundo. O Novo Testamento, in: Bíblia de Jerusalém. Português. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. Marcos, cap. 3, vers. 3, p. 1762.

***

ENCICLOPÉDIA DA BÍBLIA, organizada por John Drane


Caros amigos.

Gostaria de recomendar a excelente Enciclopédia da Bíblia, organizada por John Drane, que poderá ser encontrada nas grandes livrarias, como as Livraria Saraiva e da Travessa, por exemplo.

No entanto, vocês poderão Consultar e ler a Enciclopédia da Bíblia aqui mesmo no blog!

A imagem abaixo não é apenas uma figura, mas sim uma janela para acessar essaa Enciclopédia, que está hospedada no "Google Livros".

Bastar clicar na barra de rolagem ("setinhas") da figura abaixo, e as páginas do livro se abrirão para leitura.

Caso a janela apareça "em branco", clique em "conteúdo", no topo dessa figura, e a enciclopédia será carregada no blog novamente.





Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


***

Dúvidas, críticas e sugestões?

Dúvidas, críticas e sugestões?
Mande um e-mail para mim, clicando no link abaixo

Seguidores do Site (clique em "seguir" para ser informado sobre novas postagens no blog)

Visualizações do blog desde julho/2010