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Artigo : EMPATIA


EMPATIA
(Autor: Fabiano Pereira Nunes)

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, ano IV, n 39, Junho de 2012, p. 15.

Dando continuidade às reflexões acerca da sociedade hodierna, ressaltaríamos que cada vez mais são valorizadas as competências sociais do individuo, algumas vezes, colocando-as num patamar acima das competências técnicas. Isso por que as qualidades emocionais tem demonstrado grande relevância, não apenas para o trabalho em equipe, mas também para a prosperidade dos indivíduos, das instituições, e da sociedade1.

Dentre as competências que determinam como lidamos com os relacionamentos destaca-se a empatia1. Capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende2, a empatia traz como consequência a preocupação com as necessidades e os sentimentos do semelhante, assumindo interesse proativo pelas suas carências1.

Como usual, será no padrão humano demonstrado por Jesus que encontraremos o modelo de comportamento que toda a humanidade pode pretender3. Observaremos, por exemplo, a expressão da grande capacidade empática de Jesus por ocasião da morte aparente4 de Lázaro, conforme descrita em O Evangelho Segundo João5.

Lázaro de Betânia, irmão de Maria e de Marta, se achava doente. As duas irmãs mandaram, então, levar tal notícia para Jesus. A essa notícia Jesus esclarecera: "Essa doença não é mortal, mas para a glória de Deus, para que, por ela, seja glorificado o Filho de Deus".

Sabidamente, Jesus amava aquela família, contudo, quando soubera que Lázaro se achava enfermo permaneceu ainda por dois dias no lugar em que se encontrava, e só depois dissera aos discípulos "Vamos outra vez até a Judéia!", causando surpresa geral.

Posteriormente, Jesus acrescentara que "Nosso amigo Lázaro dorme, mas vou despertá-lo", ao que os discípulos Lhe responderam: "Senhor, se ele está dormindo, vai se salvar!" No entanto, para a perfeita compreensão do que significaria o sono de Lázaro, Jesus objetara que ele teria morrido. Ao chegar à Judeia, Jesus encontrara Lázaro já sepultado havia quatro dias.

Marta sofria e chorava, a despeito das tentativas de reconforto por parte de amigos e familiares. Sua irmã Maria, chegando ao sepulcro onde Jesus estava, vendo-O, se lhe prostrou aos pés e disse: "Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido".

Quando Jesus a viu chorar, e também os judeus que a acompanhavam, comoveu-se interiormente e ficou conturbado. E perguntou: "Onde o colocastes?" Responderam-lhe: "Senhor, vem e vê!" Jesus chorou. Diziam, admirados, os judeus: "Vede como ele o amava”.

Nessa comovente passagem evangélica, destaca-se a impressionante demonstração da sensibilidade de Jesus. Conquanto soubesse – pela Sua impar presciência6 – não se tratar de um caso de morte biológica, mas de um fenômeno de letargia4, Jesus se integrou à emoção de seus amigos, comoveu-se, perturbou-se, e chorou tão intensamente ao ponto de desassossegar os espectadores.

Hoje, como nunca, urge lutar contra a insensibilidade, contra a indiferença e contra a frieza diante da dor alheia. E ante essa demanda se evidência a mais excelente interpretação para a problemática, feita por Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, o incansável missionário do Espírito de Verdade apresenta sublime hermenêutica para os ensinos morais contidos nos evangelhos, demonstrando - de maneira insofismável - ser a caridade a alma da doutrina do Cristo. E para elucidar sobre o caminho a ser seguido para se chegar ao sentimento que nutre a caridade, o mestre lionês publica a seguinte instrução do espírito Miguel7:

[...] “A piedade é a virtude que mais vos aproxima de Deus; é a irmã da caridade que vos conduz a Deus. Ah! Deixai que o vosso coração se enterneça diante das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes”.[...]

[...]“A piedade, uma piedade bem sentida, vem do amor; o amor é devotamento; o devotamento é o esquecimento de si mesmo, e este esquecimento, esta abnegação em favor dos infelizes, é a virtude por excelência, aquela que o divino Mestre praticou em toda a sua vida e ensinou na sua doutrina tão santa e tão sublime. Quando essa doutrina voltar à sua pureza primitiva, quando for admitida por todos os povos, dará a felicidade para a Terra, e nela fará reinar, finalmente, a concórdia, a paz e o amor. O sentimento mais próprio para vos fazer progredir, domando o vosso egoísmo e o vosso orgulho, aquele que dispõe vossa alma à humildade, à beneficência e ao amor do vosso próximo, é a piedade, essa piedade que vos comove até o mais íntimo do vosso ser, diante dos sofrimentos dos vossos irmãos; que vos faz estender-lhes a mão caridosa e vos arranca lágrimas de simpatia. Jamais sufoqueis, em vossos corações, essa emoção celeste; não façais como esses egoístas endurecidos que se afastam dos aflitos, porque a visão da sua miséria turvaria por um instante a sua feliz existência. Receai ficar indiferentes, quando puderdes ser úteis.”[...]

Lutemos, porquanto, contra a insensibilidade. Coloquemo-nos na posição emocional e social do semelhante, incorporando ao nosso patrimônio moral a nobre empatia. Dessa forma, seremos verdadeiramente felizes, tal qual Jesus o fora e ensinara.

1 . GOLEMAN, Daniel. Trabalhando com a Inteligência Emocional. Tradução M H C Cortês. Editora Objetiva, Rio de Janeiro: 1999. p.15-43.

2 .  HOUAISS, Antonio; Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, versão 1.0. Editora Objetiva Ltda. 2009.

3 . KARDEC, Allan. Le Livre Des Esprits. Quatorzième Édition. Didier Et Cie Libraires-Éditeurs, Paris: 1866. Q.625. p. 268. [...] “Jésus est pour l homme le type de la perfection morale à laquelle peut prétendre l humanité sur la terre” [...].

4 . Idem A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2007. Cap. XV, item 40. p. 356.

5 . BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo João, cap. 11, versículos 1 ao 44. p. 1871-73.

6 . KARDEC, Allan. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2007. Cap. XVI. p. 381-92.

7 . Idem. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 5. Ed., Rio de Janeiro, Leon Denis Gráfica e Editora: 2010. Cap. XIII, item 17, p. 241-243.

Obra Kardeciana O LIVROS DOS MÉDIUNS OU GUIA PARA OS EVOCADORES


O LVRO DOS MÉDIUNS

ALLAN KARDEC É DENOMINADO O CODIFICADOR DA DOUTRINA ESPÍRITA, POR TER SELECIONADO, ORGANIZADO E DESENVOLVIDO DIDATICAMENTE AS EXPERIMENTAÇÕES CIENTÍFICAS, ANÁLISES CRÍTICAS, TEXTOS, DEPOIMENTOS ESPIRITUAIS E OBSERVAÇÕES QUE ELE PESSOALMENTE INVESTIGOU, ORIUNDAS DE DIVERSAS FONTES MEDIÚNICAS, CONCORDANTES E TOTALMENTE DESCONHECIDAS ENTRE SI. INCLUINDO OS DOZE ANOS DA REVISTA ESPÍRITA, FORAM MAIS DE 30 OBRAS ESPÍRITAS PUBLICADAS PELO CODIFICADOR.

EM 1861 ALLAN KARDEC LANÇOU A OBRA "O LIVRO DOS MÉDIUNS". A PARTE II DE OLE, QUE É “DO MUNDO DOS ESPÍRITOS”, TEM SEUS CONTEÚDOS AMPLIADOS E APROFUNDADOS EM OLM.

É UM TRATADO COMPLETO DE ESTUDOS DOS FENÔMENOS PSÍQUICOS. COM UMA DIDÁTICA MAGISTRAL, OLM TRAZ ELUCIDAÇÕES SOBRE TODOS OS GÊNEROS DE MANIFESTAÇÕES DO PLANO ESPIRITUAL, TODOS OS TIPOS DE MEDIUNIDADE, E ESCLARECE SOBRE TODOS OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO COM O MUNDO INVISÍVEL.

OLM, DE FORMA CLARA, CONCISA E AO MESMO TEMPO PROFUNDA, EXPLANA SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE, AS DIFICULDADES, OS PERCALÇOS E AS ATRIBULAÇÕES QUE SE PODEM ENCONTRAR NA PRÁTICA MEDIÚNICA.

VEJAMOS, POR EXEMPLO, A LUCIDEZ, A RACIONALIDADE E A SEGURANÇA DE ALLAN KARDEC QUANDO ADVERTE QUE TODA E QUALQUER COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL DEVE SER JULGADA SOB A LÓGICA MAIS SEVERA POSSÍVEL, BUSCANDO SONDAR O ÍNTIMO DA INTENÇÃO DO ESPÍRITO COMUNICANTE, ANALISANDO SUAS PALAVRAS, PESANDO-AS FRIAMENTE, MADURAMENTE, COM O MÁXIMO RIGOR, QUALQUER QUE SEJA O NOME COM QUE O ESPÍRITO SE APRESENTE, E MESMO DAQUELES ESPÍRITOS MAIS RESPEITÁVEIS E ADMIRADOS, SEM EXCEÇÕES.

ISSO PORQUE OS ESPÍRITOS NÃO SÃO SERES À PARTE DA HUMANIDADE, NÃO SÃO SEMIDEUSES, MAS SIM OS HOMENS E MULHERES QUE VIVERAM NA TERRA. PORTANTO, NENHUM DELES É DONO DO SOBERANO CONHECIMENTO OU DA SOBERANA CIÊNCIA, E MESMO OS ESPÍRITOS SUPERIORES POSSUEM LIMITAÇÕES MUITO GRANDES. SOMENTE OS ESPÍRITOS PUROS POSSUEM A COMPLETA CIÊNCIA E SABEDORIA. E O ÚNICO ESPÍRITO PURO QUE PISOU NA TERRA FOI JESUS, O CRISTO. ENTÃO, FORA JESUS, TODOS OS ESPÍRITOS COMUNICANTES SÃO FALÍVEIS.

EM MAIS UM NOTÁVEL EXEMPLO DO BOM SENSO, ZELO E SEGURANÇA, O CODIFICADOR ADVERTE QUE O MELHOR MÉDIUM É AQUELE QUE, SIMPATIZANDO SOMENTE COM BONS ESPÍRITOS, TEM SIDO ENGANADO MENOS FREQUENTEMENTE, PORÉM, NÃO DEIXA DE SER ENGANADO, ALERTANDO, AINDA, QUE MESMO UMA MORALIDADE ELEVADA NÃO É O SUFICIENTE PARA IMPEDIR A AÇÃO DOS ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. É PRECISO FAZER A NOSSA PARTE, SEMPRE SUBMETENDO TODA COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL AO ESCALPELO DA MAIS SEVERA LÓGICA, DA CIÊNCIA E DA CONCORDÂNCIA UNIVERSAL DOS ENSINOS.

NENHUMA OUTRA OBRA, ESPÍRITA OU NÃO ESPÍRITA, CONSEGUIU SUPERAR OLM NA INVESTIGAÇÃO, NO ESCLARECIMENTO E NA DEFINIÇÃO DOS FENÔMENOS MEDIÚNICOS. SEU ESTUDO É ESSENCIAL E INDISPENSÁVEL, PODE TER UMA DATA PARA INICIAR, MAS NÃO DEVE TER DATA PARA ACABAR. VAMOS ESTUDA-LO, SEMPRE E SEMPRE.

Obra Kardeciana O CÉU E O INFERNO - A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO





O CÉU E O INFERNO OU A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO

O PEDAGOGO, LINGUISTA E CIENTISTA FRANCÊS HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL FOI O INCANSÁVEL E FIEL APÓSTOLO DE O ESPÍRITO DE VERDADE QUE POSSIBILITOU O ADVENTO DO CONSOLADOR PROMETIDO POR JESUS: A DOUTRINA ESPÍRITA.

EMINENTE DISCÍPULO DO MESTRE JOHAN PESTALOZZI, O PROFESSOR RIVAIL PUBLICOU MAIS DE 20 LIVROS, VERSANDO SOBRE EDUCAÇÃO, MATEMÁTICA, HISTÓRIA, FÍSICA, QUÍMICA, FISIOLOGIA, ASTRONOMIA, LÍNGUA FRANCESA E IDIOMAS, ALÉM DE CÉLEBRES TRADUÇÕES, LIVROS ESSES QUE EM SUA MAIORIA FORAM LAUREADOS PELAS PRINCIPAIS SOCIEDADES DE CIÊNCIAS DA FRANÇA, E DA EUROPA.

O PROFESSOR RIVAIL ADOTOU O PSEUDÔNIMO ALLAN KARDEC PARA A AUTORIA DE SUAS OBRAS ESPÍRITAS, PARA QUE AS PESSOAS ANALISASSEM AS IDEIAS CONTIDAS NOS LIVROS ESPÍRITAS SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO SEU PRESTÍGIO PESSOAL, E A EXCELENTE REPUTAÇÃO DE SUAS PUBLICAÇÕES.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS É O MARCO INICIAL DA DOUTRINA ESPÍRITA. ELE É CONSTITUÍDO DE UMA INTRODUÇÃO COM PROLEGÔMENOS, OU EXPLICAÇÕES PRELIMINARES, SEGUIDAS DE QUATRO PARTES. A PARTE IV DE OLE É INTITULADA “DAS ESPERANÇAS E CONSOLAÇÕES”, E NELA QUE SÃO ESTUDADOS OS PROBLEMAS REFERENTES ÀS AFLIÇÕES E A FELICIDADE DA VIDA NA TERRA, E NA VIDA FUTURA. TAMBÉM DISCUTE VÁRIOS DOGMAS COMO O DAS PENAS ETERNAS, O DA RESSURREIÇÃO DA CARNE, E OS DOGMAS DO PARAÍSO, INFERNO E PURGATÓRIO.

NO ANO DE 1865, ALLAN KARDEC PUBLICA O LIVRO "O CÉU E O INFERNO OU A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO", QUE DESDOBRA A APROFUNDA A PARTE IV DE OLE.

TRATA-SE DE UMA OBRA CIENTÍFICA E FILOSÓFICA QUE ESCLARECE O HOMEM SOBRE SEU DESTINO.

DESSA DISCUSSÃO FILOSÓFICA DECORREM AS CONSEQUÊNCIAS MORAIS. A PRIMEIRA PARTE DE “O CÉU E O INFERNO – A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO” CONTÉM A ANÁLISE COMPARADA DAS DIVERSAS CRENÇAS SOBRE O CÉU E O INFERNO, OS ANJOS E OS DEMÔNIOS, AS PENAS E AS RECOMPENSAS FUTURAS. O DOGMA DOS CASTIGOS ETERNOS ALI É EXAMINADO DE UM MODO ESPECIAL, E REFUTADO POR ARGUMENTOS TIRADOS DAS PRÓPRIAS LEIS DE DEUS, DEMONSTRANDO NÃO SOMENTE O LADO ILÓGICO DOS CASTIGOS ETERNOS, MAS TAMBÉM A IMPOSSIBILIDADE MATERIAL DELES EXISTIREM.

A SEGUNDA PARTE DE “O CÉU E O INFERNO – A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO” APRESENTA INÚMEROS EXEMPLOS DOS CONCEITOS DEMONSTRADOS NA PRIMEIRA PARTE DO LIVRO, LANÇANDO NOVA LUZ SOBRE A COMPREENSÃO DA JUSTIÇA DE DEUS. ALLAN KARDEC ESCOLHE OS MAIS INSTRUTIVOS RELATOS DE CASOS, FRUTO DE SEUS MUITOS ANOS DE INVESTIGAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS.

A ESTRUTURA DO LIVRO PODE SER COMPARADA A UM VERDADEIRO PROCESSO DE JULGAMENTO, NO CASO, DO JULGAMENTO DO ESPÍRITO HUMANO POR DEUS. NA PRIMEIRA PARTE TEMOS A EXPOSIÇÃO DOS FATOS QUE MOTIVARAM O JULGAMENTO DIVINO, E A APRECIAÇÃO JUDICIOSA, SEMPRE SERENA, DOS SEUS VÁRIOS ASPECTOS DOS CASOS DE INFRAÇÃO DA LEI DE DEUS, COM AS DEVIDAS ATENUANTES E AGRAVANTES; NA SEGUNDA PARTE DO LIVRO O DEPOIMENTO DAS TESTEMUNHAS, NO CASO, DOS ESPÍRITOS COMUNICANTES. E POR FIM O ENTENDIMENTO DA LEI DE CAUSA E EFEITO, AÇÃO E REAÇÃO, MAS SOB A ÓTICA ESPÍRITA, DEMONSTRANDO QUE A JUSTIÇA DE DEUS É, AO MESMO TEMPO, ENÉRGICA E MISERICORDIOSA, IMPARCIAL E MAGNÂNIMA, JUSTA E EDUCATIVA.

A IMPORTÂNCIA DE “O CÉU E O INFERNO – A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO” É MUITO MAIOR DO QUE REALMENTE SE COSTUMA PENSAR. ENTRE OS ESPÍRITAS ESTE LIVRO É QUASE DESCONHECIDO. E MESMO OS QUE JÁ O LEMOS NÃO VALORIZAMOS SEU VERDADEIRO SIGNIFICADO. NAS SUAS PÁGINAS ALLAN KARDEC NOS DÁ O BALANÇO DA EVOLUÇÃO MORAL E ESPIRITUAL DA HUMANIDADE, ATÉ OS NOSSOS DIAS. MAS AO MESMO TEMPO MOSTRA A BÚSSOLA PARA A EVOLUÇÃO FUTURA. AS PENAS E RECOMPENSAS DA VIDA ESPIRITUAL SAEM DO PLANO OBSCURO DAS SUPERSTIÇÕES, DO MISTICISMO E DOS DOGMAS PARA A LUZ VIVA DA ANÁLISE RACIONAL E DA LÓGICA, COM PROVAS INCONTESTÁVEIS.

NOSSO DEVER É ESTUDAR E DIVULGAR “O CÉU E O INFERNO – A JUSTIÇA DIVINA SEGUNDO O ESPIRITISMO”.

Despertar Espírita : O Que é o Espiritismo

PARA ASSISTIR AO QUADRO "O QUE É O ESPIRITISMO", CLIQUE NESTE LINK


RESUMO DO CONTEÚDO
O LIVRO DOS ESPÍRITOS

O Espiritismo é Consolador prometido por Jesus, por que apresenta todas as características preditas pelo cristo. É o produto do ensino coletivo e concordante dos espíritos, ensino que foi presidido pelo espírito de verdade, e organizado e desenvolvido pelo seu apóstolo, Alan Kardec, o codificador do espiritismo.

A primeira obra espírita é "O Livro Dos Espíritos". Ele é a pedra fundamental ou o marco inicial do espiritismo. Ele é o alicerce do edifício da doutrina espírita. Mas não se limita em ser a base do espiritismo, O Livro Dos Espíritos também é o seu próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o as vigas de sustentação, os pilares, as lajes, o arcabouço, enfim, toda a estrutura geral de todo o edifício da doutrina.

Examinando o livro dos espíritos, verificamos que os demais livros da revelação espírita partem do seu conteúdo. Temas aflorados nas perguntas de "O Livro Dos Espíritos" vão ser desenvolvidos totalmente nas outras obras kardecianas, portanto, o legado de Alan Kardec se apresenta como um todo, homogêneo, consequente, inter-relacionado, interconectado e interdependente. 

Vejamos isso de forma simplificada.

O Livro Dos Espíritos se inicia com a introdução e o prolegômenos (texto preliminar), onde o codificador sintetiza os princípios fundamentais do espiritismo. Essa introdução e o prolegômenos foram ampliados por Kardec nos seguintes livretos: o que é o espiritismo, o espiritismo na sua expressão mais simples, resumo das leis e dos fenômenos espíritas, instruções práticas sobre as manifestações espíritas.

O Livro Dos Espíritos é organizado em 4 partes, partes I/II/III/IV. A parte primeira é intitulada “Das Causas Primárias Ou Parte Das Causas Primeiras”. De uma forma simplificada, pode-se dizer que a i parte foi esmiuçada e estudada na publicação kardeciana de 1868: “A Gênese, Os Milagres E As Predições Segundo O Espiritismo”. A Gênese também estuda outras partes de OLE.

A segunda parte de OLE é a “Do Mundo Espírita Ou Do Mundo Dos Espíritos”. Seus conteúdos foram desdobrados em "O Livro Dos Médiuns", de 1861, que elucida a área experimental da doutrina, a intervenção dos espíritos no mundo corpóreo e as relações entre os mundos visível e o invisível.

A parte terceira de OLE é intitulada “Das Leis Morais”, em que são estudadas as leis divinas ou naturais, trazendo o entendimento das leis de deus que regem o universo e a vida humana, a aplicação dos princípios da moral cristã, bem como das questões religiosos da adoração, da prece e da prática da caridade. "O Evangelho Segundo O Espiritismo", publicação kardeciana de 1864, é uma decorrência natural dessa parte III de OLE, e nele estão não só o aprofundamento das questões abordadas na parte III de OLE, como também a exegese, a hermenêutica, a interpretação da doutrina espírita para o Novo Testamento.

A quarta parte de OLE é denominada “Das Esperanças E Consolações”. Nela são estudados os problemas referentes às aflições e a felicidade, na terra e na vida futura, inclusive com a discussão do dogma dos castigos eternos, da ressurreição da carne, e do paraíso, inferno e purgatório. A quarta parte tem seus ensinos ampliados e aprofundados no livro "O Céu E O Inferno Ou A Justiça Divina Segundo O Espiritismo", publicado por Alan Kardec em 1865.

Com OLE raiou para o mundo uma Nova Era. Nele se cumpriu a promessa evangélica do Consolador. Dizer isso equivale a afirmar que "O Livro Dos Espíritos" é o código de uma nova fase da evolução humana.
P
ortanto, OLE não é um livro comum, que se pode ler de um dia para o outro e depois esquece-lo num canto da estante. Nosso dever é estudá-lo e meditá-lo, lendo-o e relendo-o, sempre paralelamente estendendo seu estudo às demais obras de Alan Kardec. Permita deus que sejamos incansáveis nesse propósito.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
O LIVRO DOS ESPÍRITOS, de Alan Kardec, é o marco inicial da Terceira Revelação De Deus aos homens.

Os demais livros da Revelação Espírita partem do seu conteúdo. Temas aflorados nas perguntas de "O LIVRO DOS ESPÍRITOS" vão ser desenvolvidos totalmente nas outras obras kardecianas, portanto, o legado de Alan Kardec se apresenta como um todo, homogêneo, consequente, inter-relacionado, interconectado e interdependente.

A parte terceira de OLE intitula-se “Das Leis Morais”. Em 1864, Alan Kardec publicou o livro “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” (OESE), que aprofunda e desenvolve os estudos apresentados nessa Terceira Parte, reunindo os trechos do Novo Testamento que constituem os conceitos fundamentais da moral cristã, no que ela tem de universal, sem distinção de cultos, mas de interesse vital para a evolução das relações interpessoais e sociais.

Allan Kardec foi um dos mais notáveis discípulos de Pestalozzi, todos os seus livros são de altíssima qualidade didática, e OESE não foge a essa regra.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO apresenta a mais excelente organização para se estudar os ensinos morais de Jesus. O codificador agrupou e organizou as máximas do Cristo metodicamente, didaticamente, segundo a sua natureza e seu tema moral, com uma disposição que impressiona pela forma com que os temas se deduzem uns dos outros.

Mas OESE vai mais além: ele desvela e dá novo sentido as passagens e palavras evangélicas que estavam obscuras, misteriosas, que pareciam absurdas ou incompatíveis com a figura do cristo, ou que eram objetos de dogmas, clarificando essas máximas à luz da Ciência Espírita.

Exegese é o estudo cuidadoso e sistemático dos Textos Bíblicos para se descobrir o significado original que foi pretendido. É a interpretação das palavras conforme os destinatários originais devem tê-la ouvido, tentando descobrir qual era a intenção original de quem as pronunciou.

Já a hermenêutica também desenvolve uma interpretação das escrituras sagradas, mas vai mais além, tenta abranger o contexto do texto, fazer paralelismos, comparar com a história, o momento sociocultural, e, sobretudo, analisa as consequências morais e religiosas.

Em OESE Alan Kardec oferece magistrais exegese e hermenêutica para o Novo Testamente, e o mais importante, demonstra todas as consequências dos ensinos morais do Cristo, com vistas à aplicação nas diferentes situações da vida.

Além disso, o Codificador apresenta, como complemento de cada tema moral desenvolvido, algumas instruções, escolhidas entre as melhores que foram ditadas pelos bons espíritos.

Cumpre lembrar que foram as instruções dos espíritos selecionadas dentre as obtidas através de mais de mil médiuns diferentes, em diversos países, que eram concordantes entre si, porém sem que os médiuns se conhecessem mutuamente. Alias, na introdução do OESE Alan Kardec disserta sobre o Controle Universal Do Ensino Dos Espíritos, que é a coluna dorsal da ciência espírita e a proteção contra os espíritos levianos e pseudo-sábios.

O espiritismo, em sua qualidade de Terceira Revelação Da Lei De Deus aos homens, é o cristianismo da idade moderna. Ele restaura o cristianismo ao seu sentido verdadeiro: o puramente espiritual.

Por isso, OESE, e as demais obras kardecianas, oferecem a interpretação das Sagradas Escrituras sem nenhuma conotação material, sem nenhum tipo de aplicação para as riquezas terrestres, mas sim com um ponto de vista totalmente relacionado à vida futura, com uma concepção totalmente espiritual, evolucional, imortal e impulsionada por Deus para um porvir absolutamente feliz.

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO é o livro de cabeceira da cama, de meditação diária obrigatória, de leitura preparatória de reuniões doutrinárias. Ele deve ser encarado também como livro de estudos, para a melhor compreensão da doutrina espírita e da vida humana.

Bibliografia consultada

Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de J Herculano Pires. Vide ápresentação de J H Pires. http://www.centroespirita.com.br/literatura/olivrodosespiritos/default.asp

Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de J Herculano Pires. Vide apresentação de J H Pires. http://www.centroespirita.com.br/literatura/oevangeliosegundooespiritismo/default.asp

Programa do dia 13 de junho de 2012 : Os bons espíritos não poderiam nos oferecer revelações sobre os fatos históricos, e as exatas palavras proferidas por Jesus?


PALAIS ROYAL: local onde foi lançado "O Livro dos Espíritos", em 18 de abril de 1857

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I. DIVISÃO DAS MATÉRIAS CONTIDAS NOS EVANGELHOS

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo (Introdução, item I), elucida-nos que as matérias contidas nos Evangelhos podem ser divididas em cinco partes: os milagres; as predições; as palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja; o ensinamento moral; os atos comuns da vida do Cristo.

Quatro dessas divisões são, corajosamente, estudadas nas - cerca de - trinta obras publicadas pelo Codificador do Espiritismo.

Nada obstante, para fins didáticos, poder-se-ia atribuir uma obra Kardeciana para o estudo de cada parte, a saber:

a) Os milagres: analisados e explicados na obra “A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”;

b) As predições: analisadas e explicadas na obra “A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”;

c) As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja: analisadas e explicadas na obra “O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”.

d) O ensinamento moral: desenvolvido no livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”;

e) Os atos comuns da vida do Cristo: Não por acaso, Allan Kardec não desenvolveu os aspectos históricos e historiográficos da vida de Jesus de Nazaré em nenhuma de suas obras.

O espiritismo é uma doutrina cientifica e filosófica, com consequências morais e religiosas. Veio restabelecer o cristianismo ao seu sentido puramente espiritualista. Não é objetivo de o espiritismo concorrer com as ciências, mormente as ciências históricas. Cabe à ciência desvelar os atos comuns da vida do Cristo.

PERGUNTA: Os bons espíritos não poderiam nos ajudar, trazendo as notícias históricas, os fatos históricos, e as exatas palavras proferidas por Jesus?

Por mais surpreendente que possa parecer, a resposta seria: não cabe aos espíritos trazerem essas revelações históricas.

FUNDAMENTAÇÃO

I. Objetivo Providencial das Manifestações Espíritas

“50. O objetivo providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que, para o homem, tudo não se acaba com a vida terrestre, e de dar, àqueles que creem, ideias mais justas sobre o futuro.

Os bons espíritos vêm nos instruir tendo em vista o nosso melhoramento e o nosso progresso, e não para nos revelar o que ainda não devemos saber, ou o que devemos aprender com o nosso esforço. Se fosse suficiente interrogar os espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou para fazer descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante poderia se tornar sábio a um preço muito baixo e todo preguiçoso poderia enriquecer sem trabalho; é o que Deus não quer que aconteça.

Os espíritos ajudam o homem de talento pela inspiração oculta, mas não o isentam do trabalho nem das pesquisas a fim de lhe deixar o mérito.”

Allan Kardec - “O Que é o Espiritismo.” Capítulo II – Objetivo Providencial das Manifestações Espíritas – Item 50

II. REVELAÇÕES ESPIRITUAIS PERTINENTES AO CAMPO CIENTÍFICO

Os espíritos não vêm para livrar o homem do trabalho, do estudo e das pesquisas; eles não lhe fornecem nenhuma ciência inteiramente pronta, e o que o homem pode descobrir por si mesmo, eles deixam entregue às suas próprias forças.

Os espíritas, hoje, sabem disso perfeitamente. Há muito tempo a experiência demonstrou o erro da opinião que atribuía aos espíritos todo o saber e toda a sabedoria, ou que seria suficiente dirigir-se ao primeiro espírito vindo para se conhecer todas as coisas. Saídos da humanidade, os espíritos são uma das suas faces, e, como na Terra, há entre eles os superiores e os vulgares; muitos deles, portanto, científica e filosoficamente, sabem menos do que certos homens. Eles dizem o que sabem, nem mais, nem menos. Como entre os homens, os espíritos mais adiantados podem nos instruir sobre mais coisas, dar-nos opiniões mais judiciosas do que os atrasados. Pedir conselhos aos espíritos não é, de maneira alguma, recorrer a potências sobrenaturais, mas a seus iguais, àqueles mesmos a quem se teria recorrido em vida, a parentes, amigos, ou a indivíduos mais esclarecidos do que nós.

Eis do que é necessário que todos se convençam e o que ignoram aqueles que, não tendo estudado o Espiritismo, fazem uma ideia completamente falsa sobre a natureza do mundo dos espíritos e das relações com o além-túmulo.”

ALLAN KARDEC. A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo – cap. I – Item 60

III. OBJETIVO EXCLUSIVO DO ESPIRITISMO

”Não esqueçais que o objetivo essencial, EXCLUSIVO, do Espiritismo, é o vosso melhoramento e é, para o alcançardes que é permitido aos Espíritos iniciar-vos na vida futura, oferecendo-vos exemplos de que podeis aproveitar. Quanto mais vos identificardes com o mundo que vos espera, menos saudades sentireis daquele em que estais agora. Em suma, este é o objetivo atual da revelação.”

O Livro dos Médiuns, 292. Perguntas sobre a destinação dos Espíritos, segunda parte, cap. XXVI.

IV. PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS - 1

28. Os Espíritos podem guiar os homens nas pesquisas científicas e nas descobertas?

“A Ciência é obra do gênio; só deve ser adquirida pelo trabalho, pois é somente pelo trabalho que o homem se adianta no seu caminho. Que mérito teria, se apenas precisasse interrogar os Espíritos para saber tudo? A esse preço, qualquer imbecil poderia tornar-se sábio. O mesmo se dá com as invenções e descobertas da indústria. Depois, uma outra consideração, é que cada coisa deve vir a seu tempo e, quando as ideias estão maduras para recebê-la; se o homem tivesse este poder, subverteria a ordem das coisas, fazendo que aparecessem os frutos, antes da estação própria.

Deus disse ao homem: tirarás teu alimento da terra, com o suor de teu rosto; admirável figura que pinta a condição em que ele, aqui, se encontra; ele deve progredir em tudo, pelo esforço do trabalho; se lhe dessem as coisas inteiramente prontas, de que lhe serviria sua inteligência? Seria como o estudante, cujo dever, um outro fizesse.”

O LIVRO DOS MÉDIUNS - CAPÍTULO XXVI - 294. Perguntas sobre as invenções e descobertas - Allan Kardec

V. PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS ESPÍRITOS - 2

29. O sábio e o inventor nunca são assistidos pelos Espíritos em suas pesquisas?

“Oh! Isto é muito diferente. Quando chega o tempo de uma descoberta, os Espíritos encarregados de lhe dirigir a marcha, procuram o homem capaz de levá-la a bom termo e lhe inspiram as ideias necessárias, de maneira a lhe deixarem todo o mérito, porquanto estas ideias, é preciso que ele as elabore e as execute. O mesmo acontece com todos os grandes trabalhos da inteligência humana. Os Espíritos deixam cada homem na sua esfera de ação;

O LIVRO DOS MÉDIUNS - CAPÍTULO XXVI - 294. Perguntas sobre as invenções e descobertas - Allan Kardec

VI. INCERTEZAS NAS REVELAÇÕES ESPIRITUAIS

Objetivo Providencial das Manifestações Espíritas

52. Com exceção do que pode ajudar o progresso moral, só há incerteza nas revelações que se conseguem obter dos espíritos. A primeira conseqüência desagradável, para aquele que desvia a sua faculdade do objetivo providencial, é ser mistificado pelos espíritos embusteiros que existem em grande número ao nosso redor; a segunda é cair sob o domínio desses mesmos espíritos que podem, com conselhos desleais, conduzi-lo a infortúnios reais e materiais na Terra; a terceira é perder, após a vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

Allan Kardec - “O Que é o Espiritismo.”

Capítulo II – Objetivo Providencial das Manifestações Espíritas – Item 52

VII. SOBRE AS TEORIAS CIENTÍFICAS

“Assim, é sobretudo nas teorias científicas que precisa haver extrema prudência, guardando-se de dar precipitadamente como verdades sistemas por vezes mais sedutores que reais, e que, cedo ou tarde, podem receber um desmentido oficial. Que sejam apresentados como probabilidades, se forem lógicos, e como podendo servir de base para observações ulteriores, admite-se; mas seria imprudência tomá-los prematuramente como artigos de fé. Diz um provérbio: Nada é mais perigoso do que um amigo imprudente. Ora, é o caso dos que, no Espiritismo, se deixam levar por um zelo mais ardente que refletido.”

Allan Kardec
Revista Espírita Julho de 1861, OBSERVAÇÃO GERAL (Sobre o exame crítico das dissertações de Charlet sobre os animais), p. 331

VIII. JAMAIS ACEITAR NADA SEM EXAME SEVERO

Revista Espírita - Julho de 1861, OBSERVAÇÃO GERAL (Sobre o exame crítico das dissertações de Charlet sobre os animais), p. 331

“A consequência a tirar destes princípios é que, fora das questões morais, não se deve acolher o que vem dos Espíritos senão com reservas e, em todos os casos, jamais aceitá-las sem exame. Daí decorre a necessidade de se ter a maior circunspeção na publicação dos escritos emanados dessa fonte, sobretudo quando, pela estranheza das doutrinas que encerram, ou pela incoerência das ideias, podem prestar-se ao ridículo. É preciso desconfiar do pendor de certos Espíritos para as ideais sistemáticas, e do amor-próprio que buscam espalhar.

Allan Kardec
Revista Espírita Julho de 1861, OBSERVAÇÃO GERAL (Sobre o exame crítico das dissertações de Charlet sobre os animais), p. 331

IX. EXISTIRIAM MÉDIUNS CUJAS PSICOGRAFIAS SERIAM TOTALMENTE CONFIÁVEIS?

9a) Qual seria o médium que se poderia chamar de perfeito?

”Perfeito, que pena! Sabeis bem que a perfeição não existe na Terra, sem, isto, não estaríeis nela; dize, portanto, bom médium e já é muito, pois eles são raros.

O médium perfeito seria aquele sobre o qual os maus Espíritos jamais teriam ousado fazer uma tentativa para enganá-lo; o melhor é aquele que, simpatizando somente com bons Espíritos, tem sido enganado menos frequentemente.”

O LIVRO DOS MÉDIUNS – SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XX – INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

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10a) Se ele só simpatiza com bons Espíritos, como podem permitir que ele seja enganado?

“Os bons Espíritos o permitem, algumas vezes, com os melhores médiuns, para lhes exercitar o bom-senso e lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso; e, depois, por melhor que seja o médium, ele nunca é tão perfeito que não possa ser atacado pelo seu lado fraco; isto deve servir-lhe de lição. As falsas comunicações que ele recebe, de tempos em tempos, são advertências para que não se considere infalível e não se envaideça; pois o médium que obtém as coisas mais notáveis não tem que vangloriar-se, tanto quanto o tocador de realejo, que produz belas árias, movendo a manivela de seu instrumento.”

O LIVRO DOS MÉDIUNS – SEGUNDA PARTE - CAPÍTULO XX – INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM

***

“As boas intenções, a própria moralidade do médium nem sempre são suficientes para o preservarem da ingerência dos Espíritos levianos, mentirosos ou pseudo-sábios, nas comunicações. Além dos defeitos de seu próprio Espírito, pode dar-lhes guarida por outras causas, das quais a principal é a fraqueza de caráter e uma confiança excessiva na invariável superioridade dos Espíritos que com ele se comunicam. “

Allan Kardec - Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos - Fevereiro de 1859 - Editora FEB, Pág. 55.

***

82. Os médiuns mais dignos não estão livres das mistificações dos espíritos embusteiros; inicialmente porque não existe uma pessoa bastante perfeita a ponto de não possuir um lado fraco pelo qual os maus espíritos possam ter acesso; em segundo lugar, porque os bons espíritos, algumas vezes, permitem que isso aconteça para que possamos fazer a nossa análise crítica, aprender a discernir a verdade do erro e ficar alerta, afim de não aceitar nada cegamente e sem controle.

Observemos, também, que o embuste jamais vem de um bom espírito e todo nome respeitável que aparece assinando um erro é, necessariamente, apócrifo.

Allan Kardec -  “O Que é o Espiritismo.”Capítulo II – Noções Elementares do Espiritismo – Item 82

X – SR. X, MÉDIUM SEGURO E MORALIZADO, RECEBEU 500 OBRAS MEDIÚNICAS. APLICANDO-SE O PRINCÍPIO GERAL DA CIÊNCIA ESPÍRITA SOBRE A PROPORÇÃO DAS COMUNICAÇÕES DE INQUESTIONÁVEL VALOR, PERGUNTA-SE: QUANTOS LIVROS TERIAM “MÉRITO FORA DO COMUM”, E, POR CONSEGUINTE, SERIAM ELEGÍVEIS PARA A DIFUSÃO DO ESPIRITISMO?

Como usual, encontraremos nas diretrizes Kardecianas a solução para essa questão:

"Aplicando esses princípios de ecletismo às comunicações que nos enviaram, diremos que em 3.600 há mais de 3.000 que são de uma moralidade irreprochável, e excelentes como fundo; mas que desse número não há 300 para publicidade, e apenas 100 de um mérito inconteste. Essas comunicações vieram de muitos pontos diferentes.

Inferimos que a proporção deve ser mais ou menos geral. Por aí pode julgar-se da necessidade de não publicar inconsideradamente tudo quanto vem dos Espíritos, se quiser atingir o objetivo a que nos propomos, tanto do ponto de vista material quanto do efeito moral e da opinião que os indiferentes possam fazer do Espiritismo".

Allan Kardec, Revista Espírita, 1863, maio.

ENCICLOPÉDIA DA BÍBLIA, organizada por John Drane


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Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


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