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Jesus é rejeitado na sinagoga de Nazaré - Programa do dia 01 de agosto de 2012 - Lucas 4:16-30


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BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 4:14-30 p. 1794-5

JESUS EM NAZARÉ
PASSAGENS PARALELAS ENCONTRADAS EM MARCOS 6, 1-6 E MATEUS 13, 58-8.

16 Ele foi a Nazara, onde fora criado, e, segundo seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para fazer a leitura.

17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; desenrolou-o, encontrou o lugar onde está escrito:

18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou pela unção para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos

19 e para proclamar um ano de graça do Senhor.

20 Enrolou o livro, entregou-o ao servente e sentou-se. Todos na sinagoga olhavam-no, atentos.

A fama de Jesus já havia se espalhado pelas regiões circunvizinhas. Poder-se-ia deduzir, pois, que havia uma expectativa quanto a presença de Jesus na sinagoga de Sua cidade.

As pessoas também estavam atentas pela expectativa que Jesus causara.

O que Jesus NÃO leu é tão importante quanto o que Jesus lera.

Jesus escolheu o capítulo 61 do livro de Isaías, porém, interrompe a leitura no versículo1. Vejamos:

ISAÍAS 61 Vocação de um profeta: Bíblia de Jerusalém pág. 1352

1-O espírito do Senhor Iahweh está sobre mim, porque Iahweh me ungiu; enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres, a curar os quebrantados de coração e proclamar a liberdade aos cativos, a libertação aos que estão presos, 2-a proclamar um ano aceitável a Iahweh (Jesus interrompeu aqui sua leitura)

O que Ele não quis ler:

2-a proclamar um ano aceitável a [ Iahweh e um dia de vingança do nosso Deus, a fim de consolar todos os enlutados 3(a fim de pôr aos enlutados de Sião...), a fim de dar-lhes um diadema em lugar de cinza e óleo de alegria em lugar de luto, uma veste festiva em lugar de um espírito abatido. Chamar-lhes-ão terebintos de justiça, plantação de Iahweh para a sua glória. 4Eles reedificarão as ruínas antigas, recuperarão as regiões despovoadas de outrora; repararão as cidades devastadas, as regiões que ficaram despovoadas por muitas gerações. 5Estrangeiros estarão aí para apascentar os vossos rebanhos; alienígenas serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros. 6Quanto a vós, sereis chamados sacerdotes de Iahweh; sereis chamados ministros do nosso Deus; alimentar-vos-eis das riquezas das nações; haveis de suceder-lhes na sua glória. 7Em lugar da vergonha que tendes sofrido, tereis porção dobrada; em lugar de humilhação, tereis gritos de júbilo como vossa porção. Eis por que terão porção dobrada em sua terra e gozarão de uma alegria eterna. 8Com efeito, eu, Iahweh, que amo o direito e detesto o roubo e a injustiça, lhes darei fielmente a sua recompensa estabelecerei com eles uma aliança eterna. 9A sua posteridade será conhecida entre as nações, sua descendência no meio dos povos. Todos aqueles que os virem reconhecerão que eles são a raça que Iahweh abençoou, ] 

Importância do Livro O QUE É O ESPIRITISMO, de Allan Kardec


LIVRO “O QUE É O ESPIRITISMO”
Se perguntarmos a qualquer espírita “qual o primeiro livro que devemos ler conhecermos o espiritismo”, a maioria responderá que o primeiro livro a ser lido seria “O Livro dos Espíritos”. No entanto, em O Livro dos Médiuns (precisamente na sua parte primeira, capítulo terceiro, item 35), onde o Codificador faz as recomendações sobre a melhor ordem para a leitura das obras espíritas, veremos que Allan Kardec afirma que a obra que deve ser estudada primeiramente é: “O Que É O Espiritismo”.
A primeira obra espírita é "O Livro Dos Espíritos". Ele é o marco inicial do espiritismo. OLE é o alicerce do edifício da doutrina espírita. No entanto, não se limita em ser a base do espiritismo, O Livro Dos Espíritos também é o seu próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o as vigas de sustentação, os pilares, as lajes, o arcabouço, a cúpula, enfim, toda a estrutura geral de todo o edifício da doutrina.
Examinando O Livro dos Espíritos, verificamos que os demais livros da revelação espírita partem do seu conteúdo. Temas aflorados nas perguntas de "O Livro Dos Espíritos" vão ser desenvolvidos totalmente nas outras obras kardecianas, portanto, o legado de Allan Kardec se apresenta como um todo, homogêneo, consequente, inter-relacionado, interconectado e interdependente.
O Livro Dos Espíritos se inicia com a introdução e o prolegômenos (texto preliminar), onde o Codificador sintetiza os princípios fundamentais do espiritismo. Essa introdução e o prolegômenos foram ampliados e desdobrados por Kardec em pequenos livros ou opúsculos: “O que é o espiritismo”, “O Espiritismo na Sua Expressão Mais Simples”, e “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”.
Embora o livro “O que é o espiritismo” seja um roteiro bem resumido e didático, ninguém se iluda com essa simplicidade aparente. Mesmo espíritas muitos veteranos terão muito que aprender, justamente por sua simplicidade e seu caráter de síntese. O livro “O que é o espiritismo” oferece aos mais estudiosos espíritas a possibilidade de perceberem novas perspectivas e surpreendentes aspectos da doutrina, servindo ao mesmo tempo para avivar a memória, reajustar a visão global do assunto, e não raro, chamar a atenção do estudante, do professor, e mesmo do mais profundo conhecedor, para certos problemas que escaparam a uma apreciação acurada.
Respeitando profundamente o louvável esforço de todos os trabalhadores que tentaram elaborar resumos, introduções e apostilas sobre espiritismo, devemos lembrar que ninguém no mundo teve condições intelectuais e espirituais para superar Kardec neste objetivo, simplesmente pelo fato de que Allan Kardec não é um autor isolado, um solitário do pensamento, mas o Codificador do espiritismo, guiado intensamente pelo próprio Espírito de Verdade, e assessorado na tarefa pelos espíritos que foram os maiores pensadores, filósofos e benfeitores de toda a história da civilização humana, por essa razão, ninguém conquistou maior capacidade e mais profunda compreensão do espiritismo do que o mestre Rivail, Allan Kardec.
A dedução lógica para isso é que nenhum resumo, introdução ou apostila poderá superar “O que é o espiritismo”, portanto, não se pode relegar ao passado, nem simplesmente esquecer, o que “O que é o espiritismo”, e os demais opúsculos de Kardec, mas pelo contrário, essas obras devem ser os livros de escolha para os estudos sistematizados da doutrina espírita nas Casas Espíritas.
"O que é o espiritismo” já no seu preâmbulo responde a questão formulada no título do livro, definindo o espiritismo como uma ciência que trata da natureza, da origem e do destino dos espíritos, e das suas relações com o mundo corporal. “O que é o espiritismo” divide-se em três capítulos.
No primeiro capítulo, sob forma didática de debates – simulados - entre Allan Kardec e os principais opositores do espiritismo, encontraremos as respostas para as principais críticas, refutações, acusações e  contradições contra o espiritismo, e dessa forma, um pormenorizado entendimento sobre o que – verdadeiramente - é o espiritismo, e qual seu objetivo essencial e exclusivo, a saber: a transformação moral do homem.
O segundo capítulo pode ser considerado um resumo da obra “O Livro dos Médiuns”, enquanto o terceiro capítulo pode ser considerado um resumo de “O Livro dos espíritos”. O terceiro capítulo oferece a solução, pela doutrina espírita, para os mais inquietantes problemas de ordem moral, filosófica e psicológica.
Os estudantes conscienciosos do espiritismo compreendem o valor permanente não só de “O que é o espiritismo”, mas também “O Espiritismo na Sua Expressão Mais Simples” e “Instruções Práticas Sobre as Manifestações Espíritas”. Lembremos, sempre, que até mesmo os maiores conhecedores do espiritismo devem reler e consultar periodicamente esses livros. Reiteramos, eles são os livros de eleição para os estudos sistematizados da doutrina espírita.
Nas nossas Casas Espíritas, para aqueles que lá adentram pela primeira e solicitam a indicação de uma primeira obra para leitura, ofereçamos “O que é o espiritismo”, conforme a recomendação lúcida e abalizada de Allan Kardec.
BIBLIOGRAFIA
PIRES, J Herculano: Notícia Sobre o Livro O Que é o Espiritismo. In: O que é o Espiritismo. 26 ed. São Paulo: LAKE Ed, 2001.p. 7-8.

Lucas 4:16-30 Jesus na Sinagoga de Nazaré - Programa do dia 25 de julho de 2012




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BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 4:14-30 p. 1794-5

JEUS EM NAZARÉ

PASSAGENS PARALELAS ENCONTRADAS EM MARCOS 6, 1-6 E MATEUS 13, 58-8.

16 Ele foi a Nazara, onde fora criado, e, segundo seu costume, entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para fazer a leitura.

 Nazara também era uma forma de designar a cidade de Nazaré

As sinagogas tiveram importância capital para a fé judaica na antiguidade. Em virtude das destruições e saques que ocorreram no primeiro Templo de Jerusalém, as sinagogas ocuparam seu papel, funcionando como mini templos, sendo um local para adoração a Yahweh e estudos judaicos. Após a reconstrução do Templo, espalhadas por todo o mundo, permitiam a integração do povo hebreu disperso em torno de suas crenças.

O sábado era o dia determinado para o culto público. Jesus utilizou como estratégia para o Seu ministério itinerante a pregação dentro das sinagogas, que possuíam grande capilaridade não só na Judeia. Paulo de Tarso reproduziu essa estratégia em suas viagens, pregando nas sinagogas e casas judaicas de oração espalhadas pelo mundo mediterrâneo.

A planta da sinagoga procurava reproduzir, em menores dimensões, o Templo de Jerusalém, geralmente colunas duplas formando um interior principal, também havendo uma área para as mulheres, uma área para os homens, um local para as abluções, uma nave, uma arca portátil onde ficavam o Torá e os livros dos profetas (na direção e sentido contrário a entrada principal). Próximo a Nave havia um bemah, ou plataforma elevada, de onde as Escrituras eram lidas, e em sua proximidade ficavam os assentos de honra da sinagoga.

Havia uma necessidade de interprete, pois a língua do Torá era o hebraico, e precisava de tradução para o aramaico vernacular.  Os habilitados para tal também podiam dirigir os cultos.

O culto era constituído de cinco partes:
1.               Leitura do Shemá
2.               Recitação de orações
3.               Leitura do Pentateuco Mosaico (ciclo de três anos)
4.               Leitura dos livros dos profetas
5.               Bênção final

“entrou em dia de sábado na sinagoga e levantou-se para fazer a leitura” sugere que a iniciativa partira de Jesus, não sendo, pois, um convite. Pobre, oriundo de uma família humilde, órfão de pai desde jovem, a suposição geral era que ele não teria cultura suficiente para ler em hebraico. Jesus rompe com os preconceitos, e corajosamente se apresenta para a leitura. Jesus era um homem muito proativo, o que deve ser motivo de exemplo para todos.

“levantou-se para fazer a leitura”. O costume era fazer a leitura de textos sagrados de pé, e o comentário sentado.

17 Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías; desenrolou-o, encontrou o lugar onde está escrito:

Tradição judaica:

Os cinco livros de Moisés eram lidos no decorrer de três anos.

Pentateuco, ou os Cinco Livros de Moisés, escritos em hebreu arcaico, são os primeiros da Bíblia:

Gênesis, que narra a criação do Universo e do gênero humano até a formação do povo de Israel (hebreus) e sua estada no Egito;

Êxodo, que narra a saída dos israelitas do Egito, conduzidos por Moisés;

Levítico, ou Livro das Prescrições Religiosas;

Números, que conta a história dos hebreus a partir da estada junto ao Monte Sinai até a chegada à Terra Santa (Palestina);

Deuteronômio, ou segunda lei, promulgada no fim da jornada no deserto.

O quarto momento do culto era destinado ao HAFTARAH(aftarai), ou conclusão, leitura e interpretação dos livros dos profetas relacionados aos textos do Torá.

Havia um assistente com diversas atribuições (shammash): apresentar as escritura as que deveriam ser lidas e guarda-las na arca, punir os ofensores da lei e auxiliar as crianças na leitura. Ele entrega o rolo dos textos de Isaías. Isaías foi o profeta que viveu por volta de 740 Ac, e que trouxera as ricas anunciações sobre o advento do Messias Hebreu.

Alguns pesquisadores afirmam: Não obstante o shammash, ou assistente, escolhesse o trecho para leitura, visto que o estudo dos livros proféticos também era sequencial, essa passagem do evangelho sugere que Jesus procurou um texto específico: “encontrou o lugar onde está escrito”. Mais uma postura de grande coragem por parte de Jesus.

Interpretação para a expressão GLORIA DE DEUS: Lucas cap. 4 vers. 15 - Exibido em 18 de julho de 2012



BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004.

# O Evangelho Segundo Lucas 4:14-30 p. 1794-5

Jesus inaugura sua pregação

14 Jesus voltou então para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

15 Ensinava em suas sinagogas e era glorificado por todos.

15 - e era glorificado por todos

Glorificado por todos

Glória

I)                  Contexto do Antigo Testamento

I. 1) Termo hebraico Kavod tem por raiz a ideia de peso, honra ou dignidade

. 2) No Pentateuco de Moisés, a Glória de Javé designa a Presença de Deus na humanidade, acompanhada de fenômenos físicos como voz direta, escrita direta e materializações luminosas. A Glória de Javé saiu com o Seu povo do cativeiro do egito, e era exibida na nuvem que os guiava no deserto.  (ex 16:7-10). A nuvem pousou sobre o Monte Sinai, onde Moisés viu a Glória do Senhor, recebendo as tábuas da Lei (Ex. 24:15-18). A Glória de Javé tomou conta do tabernáculo, templo móvel elaborada por Moisés (Ex 40: 35-5), especialmente quando ele realizava o sacrifício dos animais (Lv 9, 6 e 23)

I.3) “E ele (O Messias) se manterá, e governará pela força do seu Deus Eterno, e eles retornarão, e agora ele será glorificado até o extremo da Terra, e é ele que fará a paz.” (Miquéias, V: 3 e 4.)

II ) Contexto do Novo Testamento

II.1 ) Do hebraico Kavod foi transliterada para o grego “doxa”, que significa opinião, como em ortodoxo, ou também reputação.

II.2 ) Encontraremos  referências neotestamentárias da Glória de Deus na presença e na obra do Cristo, através de sinais e prodígios. Para entender sobre os sinais e prodígios leiamos “A Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo”.

II. 3)  Glória sempre atribuída a Deus, no entanto, significa a Presença de Javé no novo Tabernáculo,  armado na carne humana de Jesus (Jo 1:14)

II. 4) Ligação com Hino cantado pelo anjos (mensageiros) que foram bucas os pastores em vigília, por ocasião do nascimento de Jesus: “A Deus nas Alturas, Glória. A Seu povo na Terra, Paz!”

III)              Reflexão

Desde o tempo de Jesus até os dias atuais, todos os cristãos O glorificaram. No entanto, isso o fazemos mais com os lábios do que com nossos atos.

É preciso refletir sobre o quanto já incorporamos a moral cristã em nossas vivências, sobretudo em nossa relação para com os familiares, a sociedade, e aqueles que estão sob risco social e carecem de nossa ajuda.

Sobre isso, O Codificador nos trouxe uma sublime interpretação, que está contida em O Evangelho Segundo O Espiritismo, a propósito da máxima do Cristo contida em Mateus, XXV: 31 a 46.

Vejamos:

1. Ora, quando o Filho do Homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono da sua glória; e, estando todas as nações reunidas diante dele, separará umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes; e ele colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então o rei dirá àqueles que estiverem à sua direita: “Vinde vós que fostes abençoados por meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o começo do mundo, porquanto eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, tive necessidade de teto e me hospedastes, estive nu e me vestistes, estive doente e me haveis visitado, estive preso e me fostes ver.”

Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que nós te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos sem teto e te abrigamos, sem roupas e te vestimos, ou enfermo, ou no cárcere, e te fomos visitar?” E o rei lhes responderá: “Em verdade vos digo, todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais humildes, foi a mim que o fizestes.”

Em seguida, ele dirá àqueles que estão à sua esquerda: “Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno que foi preparado para o diabo e seus anjos; pois tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; tive necessidade de abrigo e não me agasalhastes; estive sem roupas e não me vestistes; estive doente e na prisão e não me fostes visitar.”

Então eles lhes responderão: “Senhor, quando foi que nós te vimos com fome ou com sede, sem abrigo ou sem roupas, doente ou na prisão e deixamos de te assistir?”

E ele lhes dirá: “Em verdade vos digo, todas as vezes que deixastes de dar assistência a um destes mais humildes, foi a mim que deixastes de ajudar.”

E estes últimos irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (Mateus, XXV: 31 a 46.)

IV) A Interpretação de Allan Kardec para esses ensinos se encontram em O Evangelho Segundo O Espiritismo, CAPÍTULO XV - FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO – ITEM 3

No quadro que Jesus nos deu do juízo final, é preciso, como em muitos outros casos, separar o que pertence à linguagem figurada, à alegoria. Para falar a homens como aqueles a quem se dirigia, incapazes ainda de compreender as coisas puramente espirituais, Jesus devia apresentar imagens materiais, impressionantes e capazes de abalar. Para ser melhor compreendido, precisava não se afastar muito das idéias do seu tempo, quanto à forma, reservando sempre para o futuro a verdadeira interpretação das suas palavras e dos pontos sobre os quais Ele não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória e fi gurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que aguarda o justo e a da infelicidade que espera aquele que é mau.

Nesse julgamento supremo, quais são os considerandos da sentença? Em que se baseia a sindicância? O juiz pergunta se foi preenchida esta ou aquela formalidade, observa mais ou menos esta ou aquela prática exterior? Não, Ele só indaga por uma coisa: a prática da caridade, e se pronuncia dizendo: “Vós que socorrestes vossos irmãos, passai à direita; vós que fostes insensíveis com eles, passai à esquerda.” Pergunta pela ortodoxia da fé? Faz alguma distinção entre aquele que crê de um modo e o que crê de outro? Não, visto que Jesus coloca o samaritano, olhado como herético, isto é, contrário ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé, mas que teve amor pelo próximo, acima do ortodoxo, que falta com a caridade. Jesus não considerou a caridade somente como uma das condições para a salvação, mas como a única condição para se alcançá-la; se houvesse outras a serem cumpridas, ele as teria citado. Se Jesus coloca a caridade em primeiro lugar entre as virtudes, é porque ela encerra implicitamente todas as outras: a humildade, a doçura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque ela é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.

V) Conclusão:

[...] A caridade é a alma do Espiritismo; ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes, razão por que se pode dizer que não há verdadeiro espírita sem caridade.” [...]

Título: O Espiritismo é uma religião?

Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Ano XI, dezembro de 1868. Tradução Evandro Noleto Bezerra: FEB, 2005; p. 491-5


A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo.



A GÊNESE, OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO.

Há mais de dois séculos, assistimos ao embate entre as ciências e as religiões, no que diz respeito às concepções da criação do Universo, da terra e do ser humano.

De um lado estavam as ciências, descortinando os enigmas sobre as origens do nosso Universo, da formação das galáxias até as subpartículas atômicas, desvendando os mistérios da vida, e também apresentando provas incontestáveis sobre a origem e a evolução das espécies, e modernamente, decodificando os grandes os genomas de todas as espécies, inclusive do genoma da espécie humana, estabelecendo, de forma definitiva, uma ligação evolucionária entre todos os seres vivos do planeta Terra.

E de outro lado estavam as grandes denominações religiosas, alicerçando suas crenças na criação do Universo e do homem de acordo com livro “gênesis” das Sagradas Escrituras, atribuído ao grande profeta hebreu Moises, que é o sustentáculo das ideias criacionistas. O entendimento entre as duas concepções - das ciências e do Antigo Testamento - parecia impossível.

Contudo, em pleno apogeu do materialismo e do racionalismo do século XIX, o professor HL Denizard Rivail, bacharel em ciências, pedagogo discípulo de Pestalozzi, laureado pela Universidade de França, onde vários de seus livros foram premiados e adotados, e que mais tarde adotaria o pseudônimo Allan Kardec, apresentou as luzes que permitiram uma conciliação entre os livros mosaicos e a visões científicas: a Doutrina Espírita.

Em 1868, O Codificador lançou a magnífica obra "A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo", obra que é o desdobramento, principalmente, da Parte I de OLE, que é a parte “Das Causas Primárias”. "A Gênese, os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo", que para otimizar o tempo deste quadro chamaremos apenas “A Gênese”, revela o verdadeiro sentido, e o verdadeiro significado, dos simbolismos contidos nos textos de Moisés sobre a criação do homem e do Universo.

Os cinco livros de Moisés foram escritos mais de 1200 anos antes de Cristo, em uma língua específica daquele tempo e lugar, e que foram copiados – até o advento da imprensa – manualmente, um-a-um, por copistas/escribas que eram preparados para esse trabalho, mas também por copistas despreparados, que não sabiam sequer ler e escrever, portanto, não é difícil compreender as dificuldades de interpretação do conteúdo dos livros do Pentateuco mosaico.

Elucidando sobre as alegorias, as figuras de linguagem, as expressões de linguagem e simbolismos que os textos mosaicos possuem, Allan Kardec interpretou esses ensinos de Moisés com a ótica da ciência espírita, promovendo uma conciliação do livro “Gênesis” de Moisés com a visão científica, tratando de questões como a formação e a evolução física da Terra, o surgimento do homem, as origens do bem e do mal, a evolução do espírito imortal e a destinação do homem.

Mas o livro não se detém no entendimento da criação mosaica. Como o próprio nome da obra indica, ele também faz uma imersão nos estudo dos milagres e das predições (ou profecias) de Jesus, que estão contidas no Novo Testamento.

Nos dias atuais, também observamos divergências entre as ciências históricas e as denominações religiosas, no que diz respeito aos fatos da vida Jesus, considerados milagrosos ou sobrenaturais. “A Gênese”, com coragem e segurança, aprofunda o entendimento dos milagres, dentro do fundamento da perfeição de Deus, e por consequência, da perfeição das Leis de Deus, Leis essas imutáveis, ou seja, nunca poderão ser modificadas ou anuladas, sob qualquer pretexto, porque o Criador dessas Leis é perfeito e imutável. Então, o livro lança luz sobre as leis da natureza, que até então eram desconhecidas, mas que explicam os diversos fenômenos relatados nos evangelhos, transformando o que era considerado sobrenatural em fenômeno absolutamente natural.

AGMP vai mais além, elucidando sobre as duas naturezas de Jesus: a natureza humana e a natureza divina. As profecias e predições desveladas no Novo Testamento também são profundamente analisadas nessa magnífica obra.

Aqui fica o convite para que nos debrucemos sobre essa obra extraordinária, sublime: “A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”. 

ENCICLOPÉDIA DA BÍBLIA, organizada por John Drane


Caros amigos.

Gostaria de recomendar a excelente Enciclopédia da Bíblia, organizada por John Drane, que poderá ser encontrada nas grandes livrarias, como as Livraria Saraiva e da Travessa, por exemplo.

No entanto, vocês poderão Consultar e ler a Enciclopédia da Bíblia aqui mesmo no blog!

A imagem abaixo não é apenas uma figura, mas sim uma janela para acessar essaa Enciclopédia, que está hospedada no "Google Livros".

Bastar clicar na barra de rolagem ("setinhas") da figura abaixo, e as páginas do livro se abrirão para leitura.

Caso a janela apareça "em branco", clique em "conteúdo", no topo dessa figura, e a enciclopédia será carregada no blog novamente.





Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


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