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O Evangelho Segundo Lucas - cap. 4 - vers. 14 (Programa dos dias 25 e 28 de setembro de 2011)

MINISTÉRIO DE JESUS NA GALILEIA

JESUS INAUGURA SEU MINISTÉRIO

Lc 4:14 - Jesus voltou então para a Galileia, com a força do Espírito, e Sua fama espalhou-se por toda a região circunvizinha.

Tema do programa: "Algumas ferramentas que Jesus aplicara para a educação moral dos povos"

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Artigo: Herdeiros de Davi

Autor: Fabiano Pereira Nunes

Artigo publicado na Revista Cultura Espírita, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil – ICEB, ano III, n. 30, setembro de 2011, p. 15.

Em conformidade com a tradição das Escrituras Sagradas, o Messias esperado pelo povo Judaico deveria provir da Casa de Davi, isto é, da linhagem ancestral do poderoso rei Davi, monarca do reino hebreu unificado entre os anos 1011/1010 e 971/970(1) AEC(2). Porquanto, O Ungido também seria alcunhado de Filho de Davi. Encontraremos no Evangelho diversas assertivas que proclamam a condição de Jesus enquanto o esperado descendente do rei Davi, através da paternidade de José da Galileia:
[...] “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi”3 ; [...]
[...] “e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai”4; [...]
[...] “Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, para a Judéia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi5. [...]
De igual modo, o autor do livro neotestamentário Apocalipse, atribuído por vários articulistas ao evangelista João, profetiza a autodesignação do próprio Cristo no que diz respeito a Sua descendência davídica: [...] “Eu, Jesus, enviei meu Anjo para vos atestar estas coisas a respeito das Igrejas. Eu sou o rebento da estirpe de Davi”6. [...]
Outrossim, observaremos que Paulo de Tarso, em sua Epístola aos Romanos, afirma que Jesus era descendente carnal do poderoso rei judeu: [...]“Paulo, servo de Cristo Jesus, chamado para ser apóstolo, escolhido para o evangelho de Deus, que ele já tinha prometido por meio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras, e que diz respeito a Seu Filho, nascido da estirpe de Davi segundo a carne,”7.[...]

No entanto, a maioria dos teólogos acredita pertencer exclusivamente a Maria toda a ancestralidade biológica de Jesus, assim, sem sopesar as questões dogmáticas das diversas denominações religiosas – as quais respeitamos profundamente e sem contradita – devemos ponderar que a genética(8) ajuíza inverossímil a possibilidade de o Jesus-histórico pertencer ao gênero masculino sem a existência do par de cromossomos sexuais XY.

Isso porque dentre os 46 pares cromossômicos que compõem o genoma humano, aquele que determina o desenvolvimento dos órgãos sexuais do bebê é denominado X/Y, e é sabido que o espermatozoide pode carregar cromossomos X ou Y, contudo, o óvulo carrega exclusivamente cromossomos X, visto que a mãe só possui cromossomos XX em todas as células do seu corpo.

Quando as células do espermatozoide e do óvulo se combinam para formar o zigoto (que se desenvolverá em embrião, e futuro bebê) pode ele agregar um cromossomo X e um Y, ou então dois cromossomos X. Se o zigoto apresentar dois cromossomos X, a criança será menina (XX); se tiver um X e um Y, será menino (XY).

Por conseguinte, para o homem-Jesus ser pertencente ao gênero masculino, faz-se condição sine qua non não só possuir o par XY, como também ter sua metade cromossômica Y originária de seu pai biológico.
Não seria por razão diferente que o espiritismo – em aliança com a ciência genética - assevera não ser concebível que as Leis Naturais, Divinas e imutáveis, sejam derrogadas sob qualquer pretexto(9), portanto, a hereditariedade Davídica teria procedência, obrigatoriamente, de seu pai biológico, conforme elucida Allan Kardec em “A Gênese”:
[...] “Como homem, tinha (Jesus) a organização dos seres carnais,”10[...]
[...] “A estada de Jesus na Terra apresenta dois períodos: o que precedeu e o que se seguiu à sua morte. No primeiro período, desde o momento da concepção até o nascimento, tudo se passa, em relação à sua mãe, como nas condições normais da vida.”11
Nada obstante, mais importante que a herança ancestral de Davi, transmitida de José para Jesus, que possibilitou fosse Ele designado com o epíteto de Filho de Davi, emerge do Novo Testamento a beleza do amor paternal do carpinteiro esposo de Maria. Sua dimensão espiritual é tão grande que, em poucas linhas ao seu respeito, apreende-se a grandeza de seu devotamento, de sua fé e de sua espiritualidade.
A história do cristianismo é pródiga em heróis silenciosos e anônimos, que deram suas vidas à serviço da Causa, não obstante, a figura de José da galileia se nos destaca com inigualável sublimidade e relevância. Conquanto fosse Jesus o espírito puro que presidia toda a evolução da Terra, Humanidade deve a José a existência do cristianismo, uma vez que foram dele as responsabilidades de arrimo e sobrevivência da Criança Divina, que na condição de recém-nato comum estivera frágil e vulnerável.

Nas mãos de José, Jesus encontrara segurança e cuidados, não apenas em relação à condução de um parto sob condições adversas, mais também nos difíceis primeiros anos da vida do Menino, especialmente perigosos em virtude da perseguição cruel pelo rei Herodes Magno (37 AEC a 4 EC), e de seu sucessor Arquelau.
Porquanto, a transcendente relação pai e filho - rica em intimidade, devotamento, confiança, provisão e, sobretudo, em amor sacrificial pela família - levaram Jesus a usar da expressão Abba para ensinar ao povo sobre como invocar o Nome de Deus, plasmando no imaginário humano a amplitude do Amor Divino numa analogia com sua própria relação com José, posto que  Abba seria a expressão que as criancinhas da Galileia usavam para chamar seus pais, um nome informal, que equivaleria às expressões em português “paizinho” ou “querido pai”(12).
Boníssimo e humílimo, José é pouco lembrado pela história, malgrado, dezenove séculos depois da epopeia da manjedoura, encontraremos novas informações sobre o pai de Jesus em A Revista Espírita, dando-nos notícias de sua participação nas atividades espirituais lideradas por Allan Kardec, em caridosa ação junto aos espíritos sofredores(13), e na divulgação do Espiritismo(14).
Gratidão, honra e glória, pois, a José: herdeiro de Davi, pai de Jesus e coautor da Doutrina Consoladora.

REFERÊNCIAS

1.    DOUGLAS, J. D. O novo dicionário da bíblia. 3. Ed. São Paulo: Vida Nova, 2006. p. 320.

2.    AEC, Antes da Era Comum, termo que tem sido usado pelos pesquisadores em substituição ao A.C., anno Domini, ou ano do Senhor.

3.    BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 1:26-7 p. 1787

4.    Ibidem. O Evangelho Segundo Lucas, 1:32. p. 1787.

5.    Ibidem. O Evangelho Segundo Lucas, 2:4. P. 1790.

6.    Ibidem. Apocalipse, 22: 16. p. 2167.

7.    Ibidem. Epístola aos Romanos, 1:1-3. P. 1965.

8.    Genética. In Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2011. Web, 2011. Disponível em: http://escola.britannica.com.br/article-481354>. Acesso em: 26 de junho de 2011.

9.    KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 1. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Parte Terceira, capítulo I, Q. 614-618, Caracteres da Lei Natural, p.213-214.

10.          Idem. A Gênese. Os Milagres e As Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Albertina Escudeiro Sêco. 2. Ed., Rio de Janeiro, CELD Ed: 2008. Cap. XV, item 2, p. 229.

11.          Idem. Ibdem. Cap. XV, item 65, p.257.

12.          DRANE, John. Enciclopédia da Bíblia. São Paulo, 2009: Edições Paulinas.p.175

13.          KARDEC, Allan. A Revista Espírita. Jornal de Estudos Psicológicos. Ano VII, Dezembro de 1864. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. p.491.

14.          Idem. Ibidem. Ano VI, Dezembro de 1863. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. p. 489-490.

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