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Artigo: Comunicações Espirituais



COMUNICAÇÕES ESPIRITUAIS

(autor Fabiano Pereira Nunes)

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA, do Instituto de Cultura Espírita do Brasil – ICEB, ano IV, no 34, janeiro de 2012, p.15.

“E os espíritos impuros, assim que o viam, caíam a seus pés e gritavam: Tu és o Filho de Deus! E Ele os conjurava severamente para que não o tornassem manifesto” (Marcos 3:11-12)

Encontramos relatado em O Novo Testamento que Jesus sempre estivera seguido por grandes multidões.

No Evangelho Segundo Marcos(1) temos a notícia de que todos os que sofriam de alguma enfermidade lançavam-se sobre Ele, para O tocar. Notavelmente, até mesmo os espíritos inferiores, assim que o viam, caíam aos seus pés e clamavam: “Tu és o Filho de Deus!” No entanto, Jesus os repreendia severamente, para que silenciassem.

Nesse, como em muitos outros versículos da Bíblia, poder-se-ia garimpar preciosíssimas lições por entre as minúcias dos textos sagrados, no que diz respeito à interpretação das comunicações dos espíritos desencarnados.

Observa-se que O Mestre reprime a manifestação dos espíritos “Tu és o Filho de Deus!”, não obstante, em primeira apreciação, a assertiva estivesse absolutamente correta, posto que Jesus é o Messias esperado pelo povo hebreu. Em um julgamento inicial, seria até natural atribuir utilidade ao que fora dito pelos espíritos curados pelo Cristo, malgrado, aplicando acurada análise crítica, perceberemos que Ele, ao recriminar aquelas comunicações, estaria se evadindo de lisonja desnecessária.

Tais advertências ainda constituem motivo de graves preocupações até o tempo presente. Dentre as dificuldades da prática mediúnica, diferenciar as comunicações de espíritos sábios daquelas dos espíritos pseudossábios sempre foi uma das mais difíceis e desafiadoras.

Allan Kardec, o mais fiel intérprete de O Espírito de Verdade, publicara reiteradas advertências sobre essa matéria.  Em A Revista Espírita(2), O Codificador assim articulara: “Os Espíritos bons aprovam aquilo que acham bom, mas não fazem elogios exagerados. Estes, como tudo que denota lisonja, são sinais de inferioridade da parte dos Espíritos.

Sobretudo nos dias atuais, em que proliferam livros classificados como mediúnicos, mas que são - em verdade - não doutrinários e anti-doutrinários, as elucidações kardecianas devem ressoar vívidas em nossa memória.

Em face da oportunidade do tema, peço licença ao prezado leitor para reproduzir, ainda de Allan Kardec, uma citação bibliográfica(3) um pouco mais extensa, mas de suma importância para aclarar a circunspecção que a matéria exige:

[...] “ora, prova a experiência que os maus se comunicam tão bem quanto os bons. Os que são francamente maus são facilmente reconhecíveis; mas há também, entre eles, os semi-sábios, os falsos sábios, os presunçosos, os sistemáticos e até os hipócritas; Estes são os mais perigosos, porque afetam uma aparência de gravidade, de sabedoria e de ciência, em favor da qual enunciam, em meio a algumas verdades e boas máximas, as coisas mais absurdas. E, para melhor enganar, não receiam odorar-se com os nomes mais respeitáveis. Separar o verdadeiro do falso, descobrir o embuste escondido numa exibição de palavras bonitas, desmascarar os impostores, eis aí, sem contradita, uma das maiores dificuldades da Ciência Espírita. Para superá-la, faz-se necessária uma longa experiência, conhecer todas as astúcias das quais são capazes os Espíritos de baixa classe, ter muita prudência, ver as coisas com o mais imperturbável sangue frio, e, sobretudo, guardar-se contra o entusiasmo que cega. Com habilidade e um pouco de tato chega-se facilmente a desmascará-los, mesmo sob a ênfase da mais pretensiosa linguagem. Mas infeliz o médium que se julga infalível, que se ilude sobre as comunicações que recebe: o Espírito que o domina pode fasciná-lo ao ponto de fazê-lo achar sublime o que, frequentemente, é apenas absurdo e salta aos olhos de todos, menos aos seus.”[...]

Os espíritos não são semideuses, mas os homens e mulheres que viveram na Terra. Porquanto, instruamo-nos sempre em Jesus e Allan Kardec, a fim de incorporarmos em nossas vivências mediúnicas o hábito de sopesar, arguir e criticar categoricamente tudo que provêm dos espíritos desencarnados, ainda que sob a assinatura de nomes respeitáveis ou admirados.

1. BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Marcos 3:7-12 p. 1763.

2. KARDEC, Allan: ”Aforismos Espíritas e Pensamentos Avulsos”. Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos.  Ano II, Dezembro de 1859. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 3. ed., 2ª reimp. Rio de Janeiro : FEB, 2009. p 534.

3. Idem: “Formação da Terra”. Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos. Ano III, abril de 1860. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. Ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. p. 171.

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