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Ninguém é profeta em sua terra. Programa do dia 14 de novembro de 2012


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BÍBLIA. Português. Bíblia de Jerusalém. Nova edição rev. e ampl. São Paulo: Paulus, 2002. 3 a. Impressão: 2004. O Evangelho Segundo Lucas 4:14-30 p. 1794-5
 
JESUS INAUGURA SUA PREGAÇÃO - JESUS EM NAZARA
 
PASSAGENS PARALELAS ENCONTRADAS EM MARCOS 6, 1-6 E MATEUS 13, 58-8.23 Ele, porém, disse: "Certamente me citareis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum, faze-o também aqui em tua pátria".
 
#Auscultando as dúvidas nos presentes, Jesus se adianta. No entanto, em vez de dar demonstrações miraculosas, ele oferece uma visão crítica, analítica sobre a questão. Que nos sirva de lição. O entendimento das Leis Morais é muito mais importante que qualquer fenômeno espírita. Se quisermos divulgar o espiritismo, façamo-lo pelas ideias, pelas explicações que logra, pelo entendimento das questões inexplicáveis, e não por fenômenos.
 
# O Livro dos Espíritos – Capítulo V
 
Considerações sobre a Pluralidade das Existências\Q. 222
 
“Raciocinamos, como o dissemos, abstraindo de qualquer ensino espírita que, para algumas pessoas, carece de autoridade.
 
Se nós e tantos outros adotamos a opinião da pluralidade das existências, não é apenas porque veio dos Espíritos, é porque ela nos pareceu a mais lógica e porque só ela resolve questões, até então, insolúveis. Tivesse ela vindo de um simples mortal e nós a teríamos adotado, da mesma forma, e não teríamos hesitado mais tempo em renunciar às nossas próprias idéias; desde o momento em que um erro é demonstrado, o amor-próprio tem mais a perder do que a ganhar, obstinando-se numa ideia falsa. Assim também, nós a teríamos rejeitado, embora tivesse vindo dos Espíritos, se ela nos tivesse parecido contrária à razão, como rejeitamos muitas outras; pois sabemos, pela experiência, que não se deve aceitar, cegamente, tudo o que vem da parte deles, não mais do que o que vem da parte dos homens.”
 
Allan Kardec
 
#"Por  maior que seja a legítima confiança que vos inspiram os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, é recomendação nunca por demais repetida que deveis ter sempre presente em vossa mente, quando vos entregardes aos vossos estudos: pesai e refleti; submetei ao controle da razão a mais severa todas as comunicações que receberdes..."
 
Espírito Luís, Revista Espírita, Setembro de 1859
 
24 Mas em seguida acrescentou: "Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria.
 
# A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo - Capítulo XVII Predições do Evangelho  • Ninguém é profeta em sua terra.
 
2. Jesus enunciou aí uma verdade que se transformou em provérbio, que é de todos os tempos, e à qual se poderia generalizar dizendo que ninguém é profeta enquanto vivo.
 
Na linguagem atual, entende-se essa máxima como o crédito que alguém goza entre os seus e entre aqueles em cujo meio ele vive, e à confiança que inspira neles pela superioridade do saber e da inteligência. Se existem exceções, elas são raras, e, em todos os casos, jamais são absolutas. O princípio dessa verdade é uma conseqüência natural da fraqueza humana e pode-se explicar assim: O hábito de se verem desde a infância, nas circunstâncias normais da vida, estabelece entre as pessoas uma espécie de igualdade material que, muitas vezes, faz com que se recusem a reconhecer uma superioridade moral naquele de quem se foi o companheiro ou o comensal, que saiu do mesmo meio e de quem se viram as primeiras fraquezas. O orgulho sofre pelo ascendente que é obrigado a suportar.
 
Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre exposto ao ciúme e à inveja. Aqueles que se sentem incapazes de chegar à sua altura, esforçam-se para rebaixá-lo pela difamação, a maledicência e a calúnia. Tanto mais alto eles gritam, quanto mais se vêem pequenos, achando que se engrandecem e o ofuscam com o barulho que fazem. Assim foi e assim será a história da humanidade, enquanto os homens não tiverem compreendido sua natureza espiritual e alargado seu horizonte moral; esse preconceito também é próprio de espíritos acanhados e vulgares, que atribuem tudo à sua personalidade.
 
Por outro lado, geralmente fazemos dos homens que conhecemos apenas pelo seu espírito, um ideal que cresce com a distância dos tempos e dos lugares.
 
Eles são quase despojados da humanidade; parece que não devem nem falar nem sentir como todo o mundo; que a sua linguagem e seus pensamentos devem estar constantemente no diapasão da sublimidade, sem lembrarmos que o espírito não poderia estar o tempo todo tenso, em estado de perpétua superexcitação. No contato diário da vida privada, vê-se muito o homem material que em nada se distingue das pessoas comuns. O homem corpóreo, que impressiona os sentidos, quase apaga o homem espiritual, que só impressiona o espírito: de longe, vemos apenas os clarões do gênio; de perto, vemos o repouso do espírito.
 
Após a morte, não existindo mais a comparação, resta apenas o homem espiritual, que parece tanto maior, quanto mais longínqua estiver a lembrança do homem corporal. Eis por que aqueles que marcaram sua passagem pela Terra por obras de real valor são mais apreciados após sua morte do que quando vivos. São julgados com mais imparcialidade, porque, com o desaparecimento dos invejosos e dos competidores, os antagonismos pessoais não existem mais. A posteridade é um juiz imparcial que aprecia a obra do espírito; se é boa, aceita-a sem entusiasmo cego, e se é má, ela a rejeita sem rancor, abstendo-se de considerar a individualidade que a produziu.
 
Jesus pouco podia escapar às conseqüências deste princípio, inerente à natureza humana, porque vivia em um meio pouco esclarecido, e entre criaturas votadas inteiramente à vida material. Nele, seus conterrâneos viam apenas o filho do carpinteiro, o irmão de homens tão ignorantes quanto eles, e se perguntavam o que podia torná-lo superior a eles e dar-lhe o direito de censurá-los. Verificando então que a sua palavra tinha menos crédito entre os seus, que o desprezavam, do que entre os estranhos, preferiu ir pregar para os que o escutavam e entre os quais encontrava simpatia. Pode-se fazer uma idéia dos sentimentos que os seus parentes nutriam em relação a Jesus, pelo fato de que os seus próprios irmãos, acompanhados da sua mãe, foram a uma reunião onde ele se encontrava para se apoderarem dele, dizendo que Jesus havia perdido o espírito. (Marcos, III: 20 e 21; 31 a 35; O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIV.)
 
Assim, de um lado, os sacerdotes e os fariseus acusavam Jesus de agir pelo demônio, do outro, ele era tachado de louco pelos parentes mais próximos. Não é assim que acontece atualmente em relação aos espíritas? E estes devem se queixar por não serem melhor tratados pelos seus concidadãos do que o foi Jesus? O que não tinha nada de espantoso há dois mil anos, no meio de um povo ignorante, é mais estranho no século dezenove entre as nações civilizadas.
 
Allan Kardec
 
#Historicamente, observa-se que o cristianismo – nos séculos I/II/III da Era Comum difundiu-se e consolidou-se mais intensamente entre os nãos judeus, do que entre os judeus, confirmando a presciência de Jesus ao prever que os gentios O aceitariam como o Messias com maior credulidade.
 

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Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


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