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INOVAÇÃO


"INOVAÇÃO"

Artigo publicado na REVISTA CULTURA ESPÍRITA do Instituto de Cultura Espírita do Brasil, Ano I, n. 02, Maio de 2009.

Autor: Fabiano Pereira Nunes

O mundo hodierno apresenta como qualidade das mais valiosas para o indivíduo a capacidade de inovar. Nessa visão contemporânea, ao mantermos um espírito de busca por novos caminhos, sempre procurando fazer algo de forma inusitada, tornar-se-ia possível avançar mais rapidamente pela vereda do progresso.

Igualmente, o espírito inovador também foi estudado pelos pesquisadores do campo da “Inteligência Emocional”, que apontaram ser a capacidade de inovação uma das competências emocionais mais relevantes para o sucesso, posto que faculta ao indivíduo sentir-se à vontade e aberto diante de novas idéias, novos enfoques e novas informações, condição imprescindível para a construção de produtivas relações interpessoais nas esferas profissional, social e familiar.

Inequívoco, Jesus desvelou-nos uma alta capacidade de inovar, na Sua vida de relação e na Sua tarefa messiânica. Para exemplificar isso, observemos o grupo que compôs seu discipulado.

Os publicanos constituíam uma classe altamente odiada pelo povo Hebreu, pois eram os funcionários à serviço do Império Romano, nas Províncias dominadas, responsáveis pela arrecadação de impostos, por isso mesmo, eram considerados altos traidores da Nação Hebreia. Ademais, nas alfândegas, pagavam-se exorbitantes impostos sobre o uso da terra, sobre o peixe pescado, sobre os produtos manufaturados, e sobre os produtos que circulavam entre as cidades, no entanto, o fruto dessa pesada arrecadação era direcionado à sede do Império Romano, e aos governos das tetrarquias da Província da Judéia, além dos percentuais faturados para o enriquecimento ilícito dos próprios publicanos, aumentando, assim, a indignação e a revolta contra esses rendeiros públicos. O pagamento era infligido à força dos soldados do Império, que não raramente violavam as residências dos devedores para fazer o arresto de seus bens, e sua prisão. Para agravar a situação, esse pagamento de impostos constituía uma afronta às Leis das Escrituras Sagradas: constituía, por conseguinte, de uma dupla traição. Porquanto, por vezes eles eram mais odiados que aos próprios dominadores de Roma.

Entre as classes que combatiam tais funcionários estavam os zelotes, grupo radical nacionalista que se empenhava no enfrentamento armado contra os traidores da causa judaica. Por isso, eram perseguidos pelo Poder Romano como sicários e assassinos, realmente, estabeleciam um juramento de esfaquear, no meio da multidão, todo judeu que estivesse associado aos romanos. Conquanto, os publicanos estavam entre os mais procurados pelos zelotes para sofrer tal atentado à vida. Havia, pois, um ódio mútuo.

De forma inusitada, apresentando ao mundo uma capacidade inovadora admirável, Jesus acolheu em seu grupo de 12 apóstolos dois representantes dessas duas categorias de inimigos mortais. Eram eles: Levi, o publicano de Cafarnaum; e Simão, chamado “O Zelote” (era outro discípulo com nome Simão, além de Simão Pedro).

Conforme nos revela o espírito Humberto de Campos, no capítulo 5 do livro “Boa Nova”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, “Levi continuava nos seus trabalhos da coletoria local, enquanto Judas prosseguia nos seus pequenos negócios, embora se reunissem diariamente aos demais companheiros.” Apreende-se, pois, que Levi permaneceu na sua função de publicano, o que torna mais assombroso e desconcertante o padrão inovador de Jesus, ao manter como irmãos dois discípulos em posições tão antagônicas.

Não seria equivocado imaginar as intensas pressões que Simão, O Zelote, também poderia ter sofrido de seus companheiros de partido, para que efetivasse sua promessa de retirar a vida do publicano.

Não obstante, mais do que discípulos-irmãos, Jesus os transforma em amigos fiéis e devotados, desconsiderando a extremista opção religiosa de Simão (os Zelotes, doutrinariamente, se alinhavam com os fariseus) e os conflitantes deveres profissionais de Levi.

Aprendamos, pois, em Jesus a renovar nossas posições e atitudes, criando modelos inovadores e imaginativos de relação interpessoal e de labores, sempre alicerçados no amor incondicional ao próximo que Ele nos demonstrou de forma tão prática e inteligível.

Um abraço fraternal do seu amigo Fabiano P Nunes.




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Bons estudos, fraternal abraço, Fabiano


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